OUÇA O NOSSO CANAL WEB RÁDIO
ALMANAQUE WEB TV UM NOVO JEITO DE CONHECER FOZ DO IGUAÇU

Mais de 70 mil crianças já receberam a Pneumo 20 no Paraná

Mais de 70,4 mil crianças menores de cinco anos já foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo SUS no Paraná. O imunizante…

R$ 514 mil em patrocínios: veja os seis eventos apoiados pela SMTU

A Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu destinou R$ 514 mil em patrocínios institucionais para seis…

Wonder Park Foz torna Show das Águas gratuito permanentemente para…

Moradores de Foz do Iguaçu ganharam mais um motivo para conhecer e aproveitar o Wonder Park Foz. A partir de agora,…

IV Sarau Sopro de Sol celebra a primavera com arte, permacultura e…

Há encontros que começam antes da primeira música. Começam na chegada, no abraço, na roda que se forma, na…

ACIFI homenageia Mario Camargo por três décadas de dedicação ao…

Natural de Soledade (RS), Mario Camargo tem escrito uma longa trajetória no associativismo empresarial. De 2004 e…

Inovação, talentos e novos negócios marcam primeiro dia do Summit Iguassu…

Empresários, empreendedores, pesquisadores, investidores, representantes de universidades, cooperativas, startups,…

Itaipu Parquetec vence duas categorias no Prêmio Iguassu Valley 2026

As ações do Itaipu Parquetec para o cenário cultural de Foz do Iguaçu e a promoção da inovação foram…

Interdição de vias no centro de Ciudad del Este altera trânsito e exige…

A realização de eventos culturais e comunitários em Ciudad del Este provocará o fechamento temporário de…
1 De 1.699
Itaipu estabeleceu um pacto ambiental antes mesmo do início de sua construção. - Almanaque Futuro

Itaipu estabeleceu um pacto ambiental antes mesmo do início de sua construção.

A binacional formalizou um olhar avançado nas práticas ambientais e não desviou em momento algum dos objetivos.

 

Especial Meio Ambiente

 

Quando se fala em devolução, recomposição, compensação e resgate de recursos naturais, bem como o respeito ao meio ambiente, Itaipu Binacional sempre está em voga.

Quem visita a usina e a sua imensa barragem de concreto pergunta: Itaipu mais tirou ou devolveu à natureza? É correto dizer que devolveu, repôs, corrigiu, no lugar de destruir ou degradar. A hidrelétrica, em verdade, “modificou” positivamente e isso se deu ao compromisso de olhar para a meio ambiente realizando pesquisas, iniciativas práticas e eficientes levadas adiante por décadas, o que raramente ocorreu em demandas similares por onde o homem resolveu interferir.

Antes de Itaipu havia aproximadamente 170 km do Rio Paraná, entre o local da obra e o Município de Guaíra, onde se formavam as Sete Quedas. Foram os dois pontos considerados mais preocupantes nos primeiros relatórios de impacto. O lado brasileiro era quase que por completo degradado pela agricultura, com a caça indiscriminada, e, antes, vitimado pelos ciclos econômicos, no extrativismo da erva-mate, atraindo levas de mensus e colonos. Posteriormente, promoveram a retirada da madeira. A margem paraguaia era bem mais conservada, em boa parte coberta por florestas. O enchimento do reservatório da usina fez submergir o passado de exploração e destruição da Mata Atlântica no perímetro.

Não foi uma tarefa fácil relocar vilas, povoados, indígenas; houve muitas negociações e decorrentes ações judiciais; movimentos dos mais diversos também questionaram a necessidade de uma obra tão robusta. Mas o tempo, afinal, corrigiu o curso, fez justiça e hoje, Itaipu é encarada de uma outra maneira, graças aos compromissos ambientais que nunca foram deixados de lado, sem o esmorecimento nas ações e desvios de atividades.

E como seria imaginar isso, quando ainda nem se havia calculado a dimensão dos impactos na natureza? Itaipu é contemporânea das grandes Conferências Ambientais; a primeira grande entre elas foi realizada em Estocolmo, em 1972, chamada de “Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, cuja declaração estabeleceu os 26 princípios sobre desenvolvimento e meio ambiente. A “Ata do Iguaçu”, que deu origem à Binacional foi assinada em 1966 e o Tratado de Itaipu, em 1973. Por esta ótica, Itaipu se preocupou surgir, inovando as questões ambientais, assumindo um papel que mudaria o curso das construções de barragens no planeta e como tratar o ambiente com as hidrelétricas em operação.

No espaço de 40 anos surgiram florestas serpenteando o reservatório; com cidades e propriedades agrícolas entendendo o significado dos mais de mil quilômetros da Faixa de Proteção, em verdade um início de reposição de Mata Atlântica, em terreno que reintegra o bioma; a flora se refazendo, habitada por animais e pássaros que praticamente transitam entre dois parques nacionais, Iguaçu e Ilha grande.

É um privilégio a atual geração ver uma floresta surgir e, devolver o que a natureza levou milhões de anos construindo; o que fora devastado em apenas meio século. É sim um compromisso público com a natureza, com a conscientização dos atores que preparam o futuro com os cuidados necessários aos que virão. Olhando os mapas, analisando o que o mundo enfrenta, os impactos e a impotência frente às agressões, parece pouco o que ocorre no entorno do lago, entre Foz e Guaíra, mas não é. Itaipu nos ensina uma grande lição.