Foz terá painel para acompanhar filas e indicadores da saúde
Sistema criado pelo Conselho Municipal de Saúde reunirá dados sobre consultas, exames, cirurgias, medicamentos e tempo de espera
Foz do Iguaçu deverá contar com um novo sistema para acompanhar de forma integrada os principais indicadores da saúde pública municipal. O Painel de Bordo do Controle Social da Saúde, criado pelo Conselho Municipal de Saúde (COMUS), deverá reunir informações sobre filas de consultas e exames, cirurgias eletivas, tempo de espera, medicamentos, insumos, contratos e execução do orçamento.
A medida foi estabelecida pela Resolução nº 032/2026, publicada no Diário Oficial do Município, e faz parte de um novo modelo de governança e fiscalização do setor. A previsão é que uma versão funcional do painel seja entregue em até 60 dias.
A ferramenta deverá integrar dados do DataSUS, e-SUS e do sistema RP Saúde utilizado pela Prefeitura. Além das filas e atendimentos, o sistema permitirá acompanhar a execução orçamentária, o cumprimento das metas do Plano Municipal de Saúde e da Programação Anual de Saúde, além da situação de medicamentos, insumos, contratos e convênios.
Entre as novidades está a criação do Índice de Sofrimento Humano (ISH), que será utilizado pelo Conselho para estabelecer prioridades. O indicador deverá considerar o tamanho das filas e o tempo de espera, a gravidade dos riscos clínicos e epidemiológicos e a satisfação dos usuários, incluindo informações da Ouvidoria.
Quando um indicador for classificado como estando em uma “Zona Crítica”, o problema deverá entrar automaticamente na pauta da reunião seguinte do Conselho. A resolução também prevê diferentes níveis de resposta, incluindo prazo de 48 horas para manifestação do gestor diante de determinados alertas e até cinco dias para correção, mediante elaboração de um plano de contingência.
O projeto também cria o Observatório de Saúde Pública do COMUS, que deverá contar com a participação de universidades e faculdades de Foz do Iguaçu por meio de acordos de cooperação. As instituições parceiras poderão auxiliar na verificação dos dados e na elaboração de análises técnicas para apoiar a fiscalização do Conselho.
A implantação tecnológica ficará sob responsabilidade do Departamento de Tecnologia da Informação da Prefeitura, enquanto a supervisão técnica será feita pela chamada Célula de Inteligência Universitária. Até que o painel esteja em funcionamento, o Conselho poderá solicitar relatórios manuais quinzenais sobre os indicadores considerados críticos.
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Da Redação Almanaque Futuro