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Arquivo de IBAMA - Almanaque Futuro https://almanaquefuturo.com.br/tag/ibama/ Foz do Iguaçu em todas as suas formas Tue, 14 May 2024 13:43:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://almanaquefuturo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/cropped-Logo-32x32.png Arquivo de IBAMA - Almanaque Futuro https://almanaquefuturo.com.br/tag/ibama/ 32 32 244322787 Paranaenses atendem mais de mil animais resgatados em hospital veterinário no RS https://almanaquefuturo.com.br/fatos-relevantes/paranaenses-atendem-mais-de-mil-animais-resgatados-em-hospital-veterinario-no-rs/ Tue, 14 May 2024 13:43:43 +0000 https://almanaquefuturo.com.br/?p=15588

Veterinários paranaenses mobilizados pela Rede Estadual para Atendimento de Animais em Situação de Desastre, montaram um hospital de campanha veterinário em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para atender os animais que são resgatados nas enchentes do Rio Grande do Sul. A unidade foi estruturada de forma emergencial no início da semana passada e […]

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Veterinários paranaenses mobilizados pela Rede Estadual para Atendimento de Animais em Situação de Desastre, montaram um hospital de campanha veterinário em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para atender os animais que são resgatados nas enchentes do Rio Grande do Sul. A unidade foi estruturada de forma emergencial no início da semana passada e até esta segunda-feira (13) mais de mil animais tinham sido atendidos, principalmente gatos e cachorros, além de cavalos e até uma cobra.

Criada em outubro do ano passado, a Remad é fruto de uma articulação entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR). O objetivo é garantir o atendimento adequado aos animais domésticos e silvestres em situações de desastre como o que ocorre no Rio Grande do Sul.

Na semana passada, as aeronaves da Casa Militar levaram os veterinários até o Rio Grande do Sulpara montar o hospital de campanha e gerenciar os abrigos. Duas equipes, cada uma com três profissionais, foram à campo nos primeiros dias da semana passada. Nesta segunda-feira (13), as duas equipes retornaram para Curitiba para reavaliação das estratégias e devem retornar ao Rio Grande do Sul na próxima semana.

“O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a montar uma rede especializada no atendimento, que se mobilizou rapidamente para ajudar nos resgates e atendimentos na tragédia que ocorre no Rio Grande do Sul”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Schunig. “Os animais que são encontrados nos telhados das casas e nas áreas de resgate são levados até esse local para serem examinados, alimentados, medicados e operados quando necessário. No futuro, será organizado o processo de adoção ou a devolução aos seus donos”.

O trabalho em Canoas conta com apoio do Grupo de Resgate de Animais em Desastres (Grad) do Rio Grande do Sul, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do estado gaúcho, Ibama, ICMBio, além de ONGs de proteção animal e de voluntários. Além disso, há um hospital veterinário em Porto Alegre.

Segundo a médica veterinária Letícia Koproski, presidente da Comissão de Gestão de Risco de Animais em Desastres do CRMV-PR, que coordenou a força-tarefa, os profissionais que atuam no Rio Grande do Sul estão ligados ao trabalho desse colegiado.

“Em um primeiro momento a nossa equipe foi direcionada para Santa Cruz do Sul e após verificar a estabilização das ações de atendimento dos animais por lá, fomos redirecionados para a atuação nos abrigos instalados em Canoas. A segunda equipe já foi direcionada direto para Canoas, onde atualmente são mantidos cerca de 2.500 animais”, disse.

Ela também relatou os procedimentos que foram realizados logo após os primeiros dias das enchentes. “Nós fazíamos uma triagem, identificando as emergências e direcionando para o hospital de campanha. Nesse período em que fiquei lá a equipe do Paraná trabalhou no atendimento dos casos de baixa e média complexidade e no gerenciamento e manutenção dos animais do abrigo”, afirmou.

Ela também reforçou a importância desse atendimento. “O manejo específico de animais em desastres é importante por questões sanitárias, além do relacionamento que têm com as famílias. Na resposta a esses incidentes é imprescindível atuar na manutenção da saúde animal para evitar surtos de zoonoses, que são as doenças que podem ser transmitidas dos animais para os humanos. Mantendo a saúde dos animais, é mantida a saúde das pessoas e do ambiente. Existe uma relação entre os organismos e o meio, somos conectados e formamos uma só saúde”, complementou.

RESGATES – Mais de 10,8 mil animais de estimação e silvestres já foram resgatados das enchentes no Rio Grande do Sul, conforme boletim da Defesa Civil do estado. Já são 147 vítimas nos temporais e cheias desde o final de abril. São 127 desaparecidos e 806 feridos. O número de pessoas fora de casa já chegou a 617 mil. No total, 79,5 mil estão em abrigos e 538 mil estão desalojados (em casa de amigos e parentes).

AEN

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Refúgio Biológico Bela Vista: conservação e sustentabilidade https://almanaquefuturo.com.br/meio-ambiente/refugio-biologico-bela-vista-conservacao-e-sustentabilidade/ Wed, 06 Jul 2022 19:40:51 +0000 https://almanaquefuturo.com.br/?p=6513

O espaço é equipado para dar suporte a importantes programas socioambientais, com imenso sucesso em suas ações   Especial Meio Ambiente   Os refúgios biológicos de Itaipu estão concentrados em uma área superior a 40 mil hectares, nas margens do reservatório no Brasil e no Paraguai. São espaços de conservação ambiental protegidos, com mata nativa, […]

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O espaço é equipado para dar suporte a importantes programas socioambientais, com imenso sucesso em suas ações

 

Especial Meio Ambiente

 

Os refúgios biológicos de Itaipu estão concentrados em uma área superior a 40 mil hectares, nas margens do reservatório no Brasil e no Paraguai. São espaços de conservação ambiental protegidos, com mata nativa, reflorestamento e pesquisas que visam garantir a sobrevida das espécies, inclusive animais ameaçados de extinção.

Os espaços foram pensados no final da década de 1970, e as primeiras instalações do Refúgio Biológico Bela Vista, no lado brasileiro, passaram a funcionar em 1981. As áreas foram dimensionadas para abrigar animais resgatados na formação do Lago de Itaipu e para o desenvolvimento de pesquisas.

O Refúgio Bela Vista foi efetivamente criado em 1984, com quase 2 mil hectares, levando adiante um vasto programa de preservação da fauna e flora local. Com o passar dos anos, foi edificada uma estrutura ímpar, com pavilhões integrados à natureza, provendo conforto aos servidores, com laboratórios, salas iluminadas e bem aclimatadas.

Os programas ambientais desenvolvidos pela Binacional se tornaram referência na proteção da vida silvestre, integrando o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Hoje, o “RBV”, como é abreviado, é um centro de reprodução da flora nativa, responsável pelo desenvolvimento e plantio de mudas, compondo o Corredor de Biodiversidade Santa Maria, que conecta o Parque Nacional do Iguaçu às áreas protegidas da Itaipu e ao Parque Nacional de Ilha Grande. A área é reconhecida como um posto avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

O refúgio é considerado um dos mais bem-sucedidos do mundo na reprodução de harpias, aves de rapina ameaçadas de extinção. Outras espécies raras também fazem parte do plantel, como o gato-maracajá, o veado-bororó, a anta e a jaguatirica. Mais de 1.100 animais nasceram no RBV. Há também bons resultados na reprodução da onça-pintada, considerada o maior felino das américas. Cercada de cuidados, a chegada dos filhotes, é sempre uma celebração. O índice de sobrevivência dos filhotes é altíssimo.

O RBV abriga um zoológico, o principal atrativo do roteiro de visitação e importante para a educação ambiental. São quase duas dezenas de animais de cerca de 50 espécies, entre répteis, anfíbios, aves e mamíferos. Os animais são provenientes do próprio criadouro de animais silvestres da Itaipu, de outros zoológicos ou de órgãos ambientais como IAP, Ibama, ICMBio e Centro de Triagem de Animais Silvestres da PUC-PR. O Refúgio não recebe animais resgatados diretamente – apenas por meio dos órgãos ambientais.

O zoológico foi batizado com o nome de Roberto Ribas Lange, ambientalista que atuou em Itaipu entre os anos 1978 a 1982. Considerado um visionário, ele foi fundamental na criação do modelo de planejamento ambiental que depois foi copiado por diversas usinas hidrelétricas.

Como estação científica, o Refúgio Biológico Bela Vista está equipado para dar suporte a importantes programas socioambientais e, mediante o sucesso nas ações, tornou-se um exemplo em sustentabilidade, contribuindo na elaboração de políticas públicas de conservação e demonstrando suas ações como parte da Reserva da Biosfera.

O passeio pelo Refúgio Biológico é uma lição de educação ambiental, na qual é possível compreender o respeito do homem pela natureza. Guias acompanham os visitantes em todo o percurso e atendem aos questionamentos, sobretudo de crianças, sempre as maiores interessadas quando o assunto são os animais.

Os passeios pelo Refúgio são realizados em veículos contemplativos, facilitando o contato com natureza, e por meio de caminhadas em trilhas.

Conhecer e entender as ações do Refúgio é como viajar no tempo, conhecendo as posturas exemplares e inéditas aplicadas pela Itaipu no setor elétrico, com respeito às futuras gerações.

 

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Em meio ao ecossistema há uma cidade. E agora? https://almanaquefuturo.com.br/meio-ambiente/em-meio-ao-ecossistema-ha-uma-cidade-e-agora/ Fri, 01 Jul 2022 12:55:10 +0000 https://almanaquefuturo.com.br/?p=6476

Os gestores públicos municipais se aprimoram para o discurso da sustentabilidade e, colocá-la em prática, é bem mais difícil.   Especial Meio Ambiente   O “destino” Foz do Iguaçu é enigmático ao se deparar com os belos atrativos naturais, e, paradoxal no simples fato das pessoas se deslocarem entre um lugar e outro. Os visitantes […]

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Os gestores públicos municipais se aprimoram para o discurso da sustentabilidade e, colocá-la em prática, é bem mais difícil.

 

Especial Meio Ambiente

 

O “destino” Foz do Iguaçu é enigmático ao se deparar com os belos atrativos naturais, e, paradoxal no simples fato das pessoas se deslocarem entre um lugar e outro.

Os visitantes desembarcam em um aeroporto ao lado do Parque Nacional; utilizam vias com trânsito intenso durante a permanência; consomem peixes dos rios da região, se deparam com nativos em frente aos restaurantes e locais de muito movimento, além de outras situações que dão vazão ao pensamento.

Por onde se vai, há ruas imensamente arborizadas, sendo que algumas se tornaram pontos turísticos, como é o caso da Avenida Pedro Basso, orgulhosamente referendada “a rua mais bonita do Brasil”. O fato é que em Foz do Iguaçu, a exemplo de outras cidades da Região Oeste paranaense, o verde é abundante.

Mas como lidar com uma cidade, cuja população ativa é superior a 250 mil habitantes, encravada entre uma das Maravilhas da Natureza e a gigantesca Itaipu Binacional, uma das maiores edificações concebidas pelo homem?

Além do mais, o município recebe obras estruturantes fundamentais, transformado em um intenso canteiro de demandas que mexem inclusive com o meio ambiente, como a segunda ponte com o Paraguai, a Perimetral Leste e a duplicação da BR 469, a estrada de acesso ao Parque Nacional. Recentemente, no setor Sul, houve a ampliação no Aeroporto Internacional e a revitalização de quase todos os acessos rurais. Segundo apurado, tais iniciativas estão em acordo com as regras ambientais, com licenciamentos efetuados pelo poder público federal, através do IBAMA, com acompanhamento das Secretarias Municipais, pois necessitam de alvarás e aprovações para serem executadas.

Em meio a isso, a administração pública precisa pensar em se equipar, adaptar, de modo sustentável e adequado; envolver ao máximo a população; realizando projetos e programas que preservem e ao mesmo tempo conscientizem, com a dimensão socioeconômica focada nos recursos naturais, de maneira ética, justa e legal, em harmonia com o gerenciamento de recursos, satisfazendo as necessidades humanas e em equilíbrio com a natureza.

Para atuar no contexto da sustentabilidade, os gestores municipais precisam de preparo, e, argumentos, pois em algum lugar enfrentarão as discordâncias, tendo em mente que a racionalidade ecológica causa a diminuição da exploração e do consumo, para proteger a natureza. Inserir isso em governança exige muito discernimento e paciência, sobretudo na tarefa de manter a coesão social.

O meio ambiente esbarra na satisfação e nas necessidades básicas das pessoas, e nem todos entendem que o objetivo do trabalho é aumento da qualidade de vida. Muitos não se submetem à maneira correta de ocupar o espaço, controlando endemias, sem causar assoreamento e poluição dos cursos d’água e nascentes, por exemplo.

Em Foz, há muito empenho em promover a gestão adequada dos resíduos, em especial dos recicláveis secos o que cria novas atividades laborais, ajudando substancialmente na distribuição de renda das famílias carentes. Um cenário assim, socialmente sustentável, reduz significativamente as iniquidades e gera menos problemas com a saúde da população.

É possível afirmar que há responsabilidade social na atenção ao objetivo da sustentabilidade comunitária em Foz do Iguaçu, especialmente quando as iniciativas de caráter coletivo são valorizadas, incentivando os indivíduos em novas práticas, técnicas e recursos que visam melhorar sua existência, pois é o desenvolvimento sustentável que atenua a perda dos recursos ambientais.

Se há essa intenção e a coletividade está disposta a levar o projeto adiante, será necessário muito empenho legal e orçamentário até se causar as transformações em várias localidades, como os agrupamentos que ainda estão nas margens dos rios; e áreas populacionais complexas, como o Bubas, por exemplo, em vias de receber o atendimento público.

 

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