O pioneirismo das águas e a visão de Ademir Fernandes

Quando tocar as corredeiras tornou-se parte da experiência, nasceu uma nova forma de compreender o Iguaçu.

Exclusivo Almanaque Futuro

Se o Parque Nacional do Iguaçu é o corpo deste território, o desejo humano de tocar suas águas sempre foi a sua alma. Em 1986, quando o turismo de aventura ainda dava seus primeiros passos no Brasil, surgiu uma iniciativa que transformaria definitivamente a forma de vivenciar as Cataratas: o Macuco Safari. A trajetória da operação, que em 2026 completa quatro décadas, é indissociável da visão de seu fundador, Ademir Fernandes. Mais do que criar um produto turístico, ele materializou um conceito: permitir que o ser humano enfrentasse a força do Rio Iguaçu com emoção, segurança e profundo respeito ambiental.

Nos primeiros anos, o desafio era tão grande quanto a mata que cercava o atrativo. As embarcações de alumínio, movidas por motores modestos, navegavam com cautela pelas corredeiras, mantendo distância reverente do coração das quedas. Ainda assim, o espírito pioneiro exigia mais do que uma simples aproximação aquática. Com visão estratégica, Ademir transformou gradualmente a travessia em um roteiro completo de ecoaventura. Compreendeu que a experiência precisava começar no interior da floresta, muito antes do contato com a água. Assim surgiram as trilhas interpretativas na Mata Atlântica, integrando educação ambiental e emoção, ensinando ao visitante que as Cataratas são o ápice visível de um ecossistema vivo e interdependente.

A inovação sempre foi o eixo condutor dessa jornada. Muito antes de a sustentabilidade tornar-se uma exigência global, o Macuco Safari já buscava reduzir sua pegada ambiental. Em 2008, a operação deu um salto à frente ao implantar veículos elétricos no transporte interno — silenciosos, não poluentes e alinhados à preservação da fauna.

Ao longo dos anos, as trilhas foram redesenhadas com cuidado, permitindo que a vegetação se recompusesse em túneis naturais, aprofundando a sensação de imersão. Tecnologia e ancestralidade passaram a caminhar juntas, sem conflito.

O discernimento que esta página propõe é o reconhecimento de que o Macuco Safari não apenas conduziu visitantes até a água: construiu uma cultura de admiração ativa. Ao longo de 40 anos, Ademir Fernandes demonstrou que é possível operar um atrativo de grande escala sem comprometer a soberania da natureza. O nome “Macuco”, ave símbolo do chão da floresta, tornou-se referência internacional de turismo responsável — e preparou o caminho para uma evolução técnica que levaria a experiência a padrões de excelência reconhecidos globalmente.

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