Com mais de um ano sem mortes por dengue, Foz intensifica mutirões contra descarte irregular e avança no manejo ambiental

Apesar da eficiência na coleta diária, abandono de resíduos no eixo turístico e crescimento rápido da vegetação exigem força-tarefa; ações integram fiscalização de podas e apelo contra o abandono de animais.

Redação Almanaque Futuro

O monitoramento epidemiológico de Foz do Iguaçu consolidou um cenário histórico no controle de arboviroses no perímetro urbano. O município completou mais de doze meses consecutivos sem a ocorrência de óbitos causados pela dengue. A conquista reflete um trabalho contínuo que une as vistorias diárias dos agentes de combate a endemias, o uso de tecnologias como o método Wolbachia e os mutirões logísticos de limpeza pesada para a eliminação mecânica dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Apesar do avanço na saúde e da reconhecida eficiência do serviço regular de coleta doméstica e seletiva, a administração municipal enfrenta um desafio crônico: a falta de conscientização de parte da população. O clima subtropical da fronteira faz com que o mato cresça muito rapidamente, exigindo manutenção constante. Somado a isso, tornou-se frequente o descarte irregular de lixo doméstico, móveis velhos e colchões em terrenos alheios e áreas públicas. Essa prática nociva atinge inclusive o eixo turístico da cidade, gerando poluição visual em cartões-postais e demandando um esforço dobrado das equipes de recolhimento para manter a imagem do município organizada.

Manejo de Arborização e Gestão de Resíduos

ara conter o entulho verde, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem atuado fortemente na regulação e fiscalização. O cidadão que necessita realizar o corte ou a manutenção de árvores deve solicitar formalmente as licenças para podas através do portal digital da prefeitura. A medida visa coibir a prática ilegal da poda drástica. Após a vistoria técnica e a liberação da licença ambiental, a secretaria monitora o acondicionamento e a destinação correta dos galhos e troncos. Para os pequenos geradores, o descarte desses materiais vegetais pode ser feito gratuitamente direto no Aterro Sanitário, evitando o acúmulo em canteiros centrais e calçadas.

As frentes de trabalho integradas também geram reflexos na área de bem-estar animal e saúde pública, combatendo os perigos de zoonoses como a raiva. O descarte incorreto de resíduos atrai roedores e vetores, colocando em risco a saúde humana e dos animais. Foz do Iguaçu conta com uma forte e ativa rede de protetores independentes e ONGs que se desdobram para mitigar o grave problema do abandono de cães e gatos nas ruas. A prefeitura atua na fiscalização de maus-tratos e mantém programas de castração e orientação, reforçando que a guarda responsável é o único caminho para evitar que animais fiquem expostos a doenças e acidentes de trânsito.

Logística nos Bairros: Como resposta imediata aos pontos críticos de descarte, a principal intervenção recente de zeladoria ocorreu na grande região do Morumbi. Durante os trabalhos coordenados, caminhões e escavadeiras recolheram cerca de 400 toneladas de materiais inservíveis, limpando lotes vagos e desimpedindo o sistema de drenagem pluvial.

Os mutirões funcionam como um canal essencial para materiais volumosos que não encontram vazão na coleta convencional. Ao remover pneus, carcaças de eletrodomésticos e restos de construção, a fiscalização elimina o perigo de águas paradas antes do período de chuvas e inibe a proliferação de escorpiões e animais peçonhentos. A manutenção preventiva segue integrada às metas de saúde pública, demonstrando que conservar o meio ambiente urbano limpo é o passo definitivo para proteger a vida de toda a comunidade iguaçuense.

Para os moradores que desejam colaborar ativamente mantendo seus quintais e calçadas limpos durante as limpezas residenciais, utilizar insumos adequados agiliza o processo. O uso de sacos de lixo reforçados auxilia no armazenamento seguro de resíduos leves e folhas secas para a coleta regular.

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