Dia Mundial da Água: segurança hídrica norteia ações da Itaipu no território
Investimentos têm como objetivo garantir a disponibilidade de água não apenas para a produção de energia, mas para agricultura, abastecimento, pesca e outros usos
O Dia Mundial da Água, comemorado neste domingo, 22 de março, é uma data obrigatória para refletir sobre a situação da água no Brasil e no mundo. Segundo estimativas recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 bilhões de pessoas – praticamente metade da população mundial – enfrenta escassez de água pelo menos uma vez por ano.
Em algumas regiões, já se fala em falência hídrica – quando o local já não demonstra capacidade para se recuperar. No Brasil, apesar de o país ser um dos que detém maior disponibilidade hídrica (com 12% da água doce do mundo), períodos de estiagem severa já são observados até mesmo na Amazônia.
Porém, enquanto a água é motivo de disputa entre países, Brasil e Paraguai são exemplo mundial de resolução pacífica de conflitos de fronteira e de gestão compartilhada desse bem. “A Itaipu Binacional foi criada para transformar em energia as águas do Rio Paraná. Mas vai muito além da geração hidrelétrica. É um projeto de desenvolvimento sustentável compartilhado pelos dois países sócios”, afirma o diretor-geral brasileiro, Enio Verri.
Partindo do princípio de que a geração hidrelétrica não se sustenta onde o ecossistema colapsa, a Itaipu empreende uma série de iniciativas no território, com o objetivo de garantir a segurança hídrica, que está diretamente ligada à segurança energética, e beneficia outros usos do reservatório, como o abastecimento de água a três municípios; produção agropecuária; pesca; lazer e turismo; e manutenção da vida selvagem em mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica preservados em ambas as margens (sendo 34 mil ha na margem brasileira).
No Brasil, essas ações estão alinhadas com as políticas públicas do governo brasileiro e abrigadas no programa Itaipu Mais que Energia. As iniciativas abrangem 434 municípios (399 no Paraná e 35 no sul do Mato Grosso do Sul) e se interconectam de forma a aumentar a infiltração de água no solo e proteger nascentes, cursos d’água e o reservatório do aporte de sedimentos. De quebra, as ações contribuem para aumentar a resiliência climática nas culturas agrícolas, pois com mais água no solo as plantas têm mais chances de resistir aos períodos de estiagem.
Entre os principais resultados, estão a recuperação de 9 mil nascentes; saneamento em 100 mil residências; 7.200 km de melhorias em estradas rurais (que, quando readequadas, deixam de causar erosão e aporte de sedimentos no reservatório); adoção da coleta seletiva de resíduos sólidos em 254 municípios; 163 abastecedouros comunitários; e 116 mil hectares de terraços agrícolas (que também contribuem para evitar a erosão).
A eficiência das ações é aferida por pesquisas e monitoramento contínuo. No reservatório, por exemplo, 42 estações monitoram a qualidade da água. Além disso, por meio do projeto Hidrosfera, foram instalados 20 poços de monitoramento de águas subterrâneas. Por meio deles, a Itaipu investiga esse manancial produzindo dados para a utilização sustentável desse recurso, bem como orientando a elaboração de políticas públicas nas prefeituras.
A Itaipu investe, ainda, no Núcleo de Inteligência Territorial (NIT). Sediado no Itaipu Parquetec, ele oferece uma ampla base de dados que possibilita identificar as necessidades de ações corretivas no território e nortear os investimentos. “Dessa forma, mais do que gerar energia, Itaipu contribui diretamente para a disponibilidade desse recurso fundamental para a vida em seu território de atuação”, completa Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu.

