2026: quando a cultura ocupa as ruas, as feiras e os palcos

*Artigo de opinião – Por Eliane Luiza Schaefer_

 

O início de 2026 reforça uma constatação essencial: a cultura permanece como um dos pilares que sustentam a identidade da nossa região. Presente no cotidiano, nas ruas, nas feiras livres e nos eventos culturais, ela se manifesta, sobretudo, no trabalho contínuo de artistas locais que fazem da arte um instrumento de expressão, resistência e pertencimento.

As feiras livres seguem como espaços estratégicos para a cultura local. Muito além da comercialização de produtos, consolidam-se como ambientes de encontro, troca e convivência comunitária. É nesses espaços que o artesanato ganha rosto, história e valor; onde música, culinária e tradições populares se aproximam do público de forma direta. Cada barraca e cada apresentação espontânea ajudam a contar a história da cidade.

Os eventos culturais continuam ocupando praças, centros comunitários, teatros e espaços alternativos, demonstrando que a cultura não depende apenas de grandes estruturas para existir, mas de pessoas dispostas a produzi-la e compartilhá-la. Festivais, mostras, exposições, apresentações musicais e intervenções artísticas contribuem para a ocupação dos espaços públicos e fortalecem a relação entre artistas e comunidade.

A valorização do artista local se apresenta como um eixo central desse processo. Reconhecer o trabalho de músicos, artesãos, atores, bailarinos, produtores culturais e artistas visuais é reconhecer também a diversidade e a riqueza cultural da região. Esses profissionais não apenas produzem arte, mas preservam memórias, constroem narrativas e estimulam o sentimento de pertencimento coletivo. Dar visibilidade a essas trajetórias significa também incentivar a economia criativa e garantir a continuidade da produção cultural.

Ao longo de 2026, torna-se ainda mais necessário ampliar o olhar sobre essas manifestações. Registrar histórias, reconhecer trajetórias e dar espaço a iniciativas que muitas vezes acontecem fora dos grandes circuitos culturais é uma forma de fortalecer o setor e assegurar que a cultura permaneça acessível, plural e valorizada.

A cultura segue sendo investimento, identidade e futuro. Os eventos culturais, como instrumentos de transformação social. E a valorização do artista local, como um caminho para fortalecer vínculos, ampliar pertencimentos e manter a cultura presente, viva e significativa em todos os cantos da nossa região.

 

Eliane Luiza Schaefer é empresária do ramo da comunicação, colunista, artista plástica e designer gráfica, engajada com a cultura e com movimentos em defesa da causa animal.