Cidadania nas águas do Iguaçu: educação ambiental como pilar de inclusão
Através da política de visitas institucionais da Urbia+Cataratas, unidade de conservação converte o prestígio mundial em ferramenta de inclusão, abrindo as portas do Patrimônio Natural para moldar a consciência ambiental de uma nova geração de paranaenses.
Redação do Almanaque Futuro com informações e fotos de assessoria
O Parque Nacional do Iguaçu encerrou o ciclo de 2025 consolidando uma marca que transcende as estatísticas de bilheteria e os prêmios internacionais. Ao abrir suas trilhas para mais de 30 mil estudantes e professores da rede pública, a unidade reafirmou sua missão mais nobre: a de ser uma imensa sala de aula viva para quem respira o cotidiano da Terra das Cataratas. Sob a gestão da Urbia+Cataratas, em parceria estratégica com o ICMBio, o Patrimônio Mundial Natural deixou de ser apenas um cartão-postal contemplativo para se tornar um território de pertencimento, onde a preservação da Mata Atlântica se funde ao desenvolvimento humano e social das comunidades lindeiras.
Ao longo do último ano, 564 instituições públicas de ensino vivenciaram o Parque sob uma nova ótica. O acesso gratuito para crianças, jovens e educadores faz parte de uma política permanente que busca desmistificar a ideia de que o PNI é um destino exclusivo para o turismo externo. Como bem define o CEO da Urbia+Cataratas, Mario Macedo Junior, a iniciativa posiciona a concessionária como um agente ativo no desenvolvimento regional, fomentando uma geração que não apenas admira a beleza das quedas, mas compreende a fragilidade e a importância da biodiversidade. Um exemplo desse impacto foi sentido por alunos de Santa Terezinha de Itaipu, que em abril experimentaram uma imersão que transformou a percepção técnica em encantamento, provando que o contato direto com a natureza é capaz de sensibilizar a alma de forma que nenhum livro didático consegue atingir.

O dinamismo pedagógico ganhou força extra no segundo semestre, período em que o Parque recebeu mais de 15 mil visitantes institucionais em apenas três meses. O destaque emocional da temporada foi a acolhida a 1.200 alunos das Apaes de todo o Paraná, participantes das Olimpíadas Especiais, que encontraram nas Cataratas um modelo de acessibilidade e inclusão. Além do viés acadêmico, o Parque também se vestiu de solidariedade em datas especiais, como o Dia Nacional da Alegria, que levou crianças da Associação Fraternidade Aliança (AFA) para um dia de descobertas, e a segunda edição do projeto Cataratas do Bem, que em dezembro celebrou o Natal de 140 pequenos cidadãos iguaçuenses sob o spray das águas.
“Essa vivência transforma a percepção de natureza dos alunos, que passam da admiração pela beleza aparente para a compreensão das interações ecológicas, onde o equilíbrio, a vida e a continuidade encantam a alma. As visitas ao Parque Nacional do Iguaçu têm um papel fundamental nesse processo, e o apoio e incentivo da Urbia+Cataratas são essenciais para que essas vivências aconteçam. Esse suporte impulsiona a percepção de natureza dos alunos,” explicou a presidente do Instituto Caminhos da Conservação, Giovana Silvestri, responsável pela atividade.
Olhando para o horizonte de 2026, o Parque Nacional do Iguaçu já prepara o solo para novas descobertas. O sistema de agendamento para visitas institucionais já está operante, exigindo dos educadores um planejamento antecipado de 30 dias via formulário online no site oficial da unidade. As diretrizes seguem rigorosas para garantir a qualidade do ensino e o respeito ao ano letivo paranaense. Em um momento em que Foz do Iguaçu brilha nos rankings globais de sustentabilidade, o maior legado do Parque continua sendo o investimento no capital humano, garantindo que o batismo nas águas do Iguaçu seja, acima de tudo, um ato de cidadania e amor pelo futuro do planeta.

