O novo xadrez do comércio exterior: como a Reforma Tributária e o selo OEA definirão a sobrevivência das exportadoras

Em Foz do Iguaçu, especialistas alertam que a certificação da Receita Federal deixa de ser opcional para se tornar o principal pilar de manutenção do capital de giro em 2026.

Redação Almanaque Futuro com informações e fotos de assessoria

Foz do Iguaçu consolidou-se em 2025 como o “pulmão logístico” da América Latina, contribuindo diretamente para o superávit recorde de US$ 348,7 bilhões nas exportações brasileiras. No entanto, o sucesso das Empresas Comerciais Exportadoras (ECEs) na Tríplice Fronteira enfrenta agora um novo e complexo desafio: a adaptação ao Novo Marco Legal Tributário. Neste cenário, a informação deixou de ser apenas um ativo de apoio para se tornar uma ferramenta de sobrevivência financeira.

Para orientar o mercado sobre essas mudanças, a De Paula Contadores promove, no próximo dia 28, a palestra estratégica “Exportadores: O Programa OEA e o Novo Marco Legal Tributário”. O evento foca em um divisor de águas para o setor: o selo de Operador Econômico Autorizado (OEA).

OEA: De Diferencial de Mercado a Ferramenta de Fluxo de Caixa

Com o avanço da Reforma Tributária, a certificação OEA, concedida pela Receita Federal, passou por uma mutação em sua utilidade prática. Se antes o selo era visto como um atestado de “bom comportamento” e segurança logística, em 2026 ele passa a ser uma engrenagem financeira.

A grande inovação do novo marco é a permissão para a suspensão de tributos para empresas certificadas. Em um ambiente onde os impostos tendem a ser retidos na fonte com maior rigor, o selo OEA atua como um salvo-conduto que preserva o capital de giro das exportadoras.

“Empresas sem o selo enfrentarão processos muito mais burocráticos, com impostos retidos e pedidos de ressarcimento demorados. Na prática, isso pode inviabilizar a viabilidade financeira de muitas operações”, alerta o especialista Mario Camargo, sócio da Exacta, que conduzirá o debate ao lado de Elizangela de Paula Kuhn e Marcello Pinheiro.

Fotos enviadas pela De Paula Contadores

Foz do Iguaçu como Elo Vital

A localização de Foz do Iguaçu potencializa a importância desse tema. Como facilitadoras que conectam a indústria nacional aos mercados paraguaio e argentino, as ECEs da região assumem riscos logísticos e burocráticos elevados. A eficiência aduaneira — um dos pilares do programa OEA — é o que garante que o produto brasileiro chegue ao destino com preço competitivo e rapidez.

Para Elizangela de Paula Kuhn, CEO da De Paula Contadores e presidente do GBrasil, a contabilidade moderna precisa atuar como consultoria estratégica. “Nosso papel é orientar o cliente para que ele administre com segurança em meio às mudanças que já estão em curso. Informação de qualidade é gestão”, define.

Tradição e Inovação

Com 55 anos de trajetória e certificação ISO 9001:2015, a De Paula Contadores utiliza sua temporada de eventos para desmistificar a conformidade tributária. O encontro promete traduzir a “burocracia” em benefícios práticos: redução de custos logísticos, agilidade no despacho aduaneiro e, principalmente, segurança jurídica.


Serviço

  • Evento: Palestra “Exportadores: O Programa OEA e o Novo Marco Legal Tributário”

  • Data: 28 de janeiro de 2026, às 16h

  • Local: Auditório De Paula (Rua Antônio Raposo, 310 – Centro, Foz do Iguaçu)

  • Inscrições e Informações: depaulacontadores.com.br ou pelo telefone 45 2105 2000.