Euforia, festa, aplausos, sorrisos e também reclamações na entrega parcial da BR 469

O que é bom para o trânsito deixou a desejar para transeuntes, moradores dos bairros ao longo da pista, onde moram trabalhadores e prestadores de serviço no Turismo e Hotelaria.

BR 469 quase lá
Enfim, moradores, trabalhadores e turistas podem usufruir de um trecho considerável da BR-469 entre a Perimetral Leste e a entrada do Aeroporto, onde ainda falta o viaduto. O último trecho, até os portões do Parque Nacional, ainda está em obras e deve ser o ponto mais sensível, porque é, de fato, o mais movimentado. Sobretudo na entrada do PNI e centro de visitantes das Cataratas, Parque das Aves, Aquário, Helisul, dentre tudo o mais que há por lá; há veículos e pessoas por todos os lados da estrada. É interessante saber como ficará depois da obra pronta, porque a área pertence aos transeuntes e, se instalarem as mesmas muretas presentes em todo o percurso, isso vai complicar muito a vida de muita gente.

Felicidade
Motoristas e pessoas que utilizam a via se mostravam no topo da felicidade com o tráfego funcionando nas marginais e pistas centrais. Muita gente aproveitou para fazer turismo doméstico no final de semana e conferir a novidade. A ciclovia estava também bastante movimentada — um circuito ampliado para os que gostam do pedal e devidamente sinalizado com faixas vermelhas. O povo das caminhadas também aproveitou os finais de tarde, apesar da chuva chata no domingo.

Tristeza
Com todas as pistas em funcionamento, caiu a ficha sobre a falta de pontos de travessia para os pedestres e também locais para pegar ônibus. Sim, nem todos possuem automóveis velozes, motos ou bicicletas, e as muretas são altas, colocadas em três camadas justamente para dificultar a transposição. É difícil e perigoso chegar ao outro lado da pista. Vamos lembrar: as populações do Bairro Carimã, Novo Horizonte, Buenos Aires e Mata Verde integram considerável mão de obra no setor de turismo, transporte, hotelaria e serviços; muita gente se desloca a pé pelas cercanias. Sem passarelas e áreas seguras, isso está se convertendo em cobrança e possíveis protestos.

Lindo, pero nem tanto
É “louco de bonito” ver estradas prontas. Este colunista mesmo não via a hora de estrear o asfalto novo e, de vez, sair do “módulo obra”, pulando valetas e encarando desvios, terra, barro e bloqueios. Com tudo pronto, é a visão do paraíso e da modernidade, sobretudo com a iluminação noturna. Mas e como ficam os pedestres? As autoridades devem pensar nisso urgentemente.

Zona sul dos protestos
Não é de hoje que circulam listas de assinaturas para cobrar a regularidade no fornecimento de água, luz e internet — e, agora, para instalarem passarelas e pontos de ônibus na BR-469. A falta de luz, por exemplo, tornou-se um grande tormento para o comércio e para os prósperos restaurantes da Vila Carimã, que recebem gente de toda a região. A luz pisca o tempo todo, deixa o povo no escuro e há uma enormidade de reclamações sobre estragos em eletrodomésticos. E quando a luz apaga, a água some das torneiras, porque as bombas são afetadas na estação da Sanepar que fica ao lado do Golf Clube.

Serviço completo
Quem conheceu a BR-469 dos velhos tempos — décadas de pista única, com mato alto, falta de sinalização, bichos e pessoas atropeladas a todo momento, além dos congestionamentos em finais de semana — sabe que houve uma grande transformação. Parece até outra cidade. Mas há sempre os detalhes que faltam e que realmente incomodam. Será uma via extraordinária quando for 100% entregue, apesar das reclamações, porque elas sempre existirão. Quem estava acostumado a atravessar a pista para ingressar nas áreas de lazer hoje precisa dar uma volta de alguns quilômetros para chegar a um restaurante, pesque-pague ou chácara de amigos. É o progresso, minha gente!