Consciência jurídica e longevidade patrimonial – decisões que sustentam o futuro da mulher empresária
Por Adriana Goulart
A longevidade traz desafios específicos para a mulher empresária. Ao longo da vida, muitas constroem negócios sólidos, acumulam patrimônio e assumem múltiplos papéis — empresária, gestora, mãe, filha, cuidadora e a lista continua. Ainda assim, é comum que o cuidado com a estrutura jurídica do patrimônio seja terceirizado e fique em segundo plano.
Quando o patrimônio nasce da atividade empresarial, empreender sem separar riscos pode comprometer o futuro.
Misturar contas, bens e responsabilidades expõe conquistas de uma vida inteira a riscos que poderiam ser evitados com escolhas conscientes. Quando o patrimônio decorre da atividade empresarial, alguns cuidados são essenciais. Um dos mais importantes é a separação entre o patrimônio pessoal e o patrimônio da empresa.
Desde a escolha do tipo societário, a forma de organização da empresa, os contratos firmados com fornecedores, a forma e regularidade do recebimento de pró-labore e dividendos fazem toda a diferença na preservação do patrimônio ao longo do tempo.
Consciência jurídica também é estratégia de longevidade
Assim como aprendemos a investir em saúde preventiva para viver mais e melhor, desenvolver consciência jurídica é uma forma de proteção patrimonial e emocional.
Conhecer regras, riscos e possibilidades, permite decisões mais seguras, reduz a possibilidade de conflitos e traz tranquilidade para o presente e para o futuro.
Para a mulher empresária, além de separar a vida pessoal da atividade empresarial, essa consciência envolve refletir sobre temas como:
- Regime de bens no casamento ou da união estável
- Proteção patrimonial diante de riscos profissionais
- Bens e investimentos sem pendências de regularização
- Planejamento de longo prazo, inclusive sucessório
Patrimônio, propósito e autonomia
O conhecimento jurídico aplicado com consciência permite construir, proteger e reorganizar o patrimônio ao longo da vida, para que o patrimônio sirva ao propósito de sustentar a vida e não se torne fonte de preocupações.
Para mulheres que empreendem, planejar juridicamente é também um gesto de autonomia, maturidade e cuidado com o próprio futuro.
Adriana Goulart é advogada, com atuação em planejamento patrimonial e organização jurídica do patrimônio empresarial e familiar, dedicando-se à orientação de mulheres empresárias em fases de consolidação e maturidade profissional.
