Rio Paraná baixa na fronteira, mas famílias continuam fora de casa por risco de novas chuvas
Nível chegou a 114,23 metros na região da Ponte da Amizade nesta terça-feira (3). No Paraguai, 220 famílias atingidas pela cheia ainda aguardam condições seguras para retornar às residências.
O nível do Rio Paraná apresenta queda na região da Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, mas a situação das famílias atingidas pela cheia ainda exige atenção. Mesmo com a redução do volume de água, moradores paraguaios que precisaram deixar suas casas continuam em abrigos, por orientação das equipes responsáveis pelo monitoramento da inundação.
Na terça-feira (3), o rio atingiu a marca de 114,23 metros acima do nível do mar e permanecia em condição de inundação moderada. Ao todo, aproximadamente 220 famílias paraguaias foram obrigadas a deixar suas residências em razão do avanço das águas.
A Comissão Especial de Cheias da Itaipu orienta que os moradores não retornem às áreas afetadas antes de uma nova avaliação das condições de segurança.
Previsão de chuva mantém alerta na fronteira
A preocupação das equipes está relacionada à previsão de novas chuvas fortes para esta quarta-feira (4) e sexta-feira (6). As precipitações podem interromper a tendência de queda do rio e provocar novas oscilações no nível da água.
O comportamento do Paraná depende das condições climáticas em diferentes pontos da bacia hidrográfica. Por isso, mesmo com a melhora observada nos últimos dias, não há garantia de que o nível continuará baixando de forma contínua.
Durante outubro, períodos de chuva intensa, com registros de até cinco dias consecutivos de precipitação, contribuíram para elevar o volume dos rios e provocar alagamentos em áreas habitadas do lado paraguaio da fronteira.
Itaipu mantém monitoramento e controle da vazão
A Itaipu Binacional acompanha permanentemente as condições hidrológicas e utiliza a capacidade de armazenamento do reservatório para ajudar a controlar a quantidade de água liberada pela usina.
A redução da vazão liberada contribui para diminuir o nível do Rio Paraná na estação de medição da Ponte da Amizade. Outro fator que influencia a recuperação é a diminuição da vazão do Rio Iguaçu, que deságua no Paraná e interfere diretamente no volume de água na região.
As equipes técnicas continuam avaliando as condições dos rios e as previsões meteorológicas para orientar as próximas decisões.
Retorno depende de condições seguras
Para as famílias que perderam temporariamente o acesso às próprias casas, a queda do rio representa um sinal de melhora, mas ainda não significa que o retorno esteja liberado.
A orientação é permanecer nos locais de acolhimento até que as autoridades confirmem que não há risco de novas inundações. A recomendação também serve como alerta para moradores de áreas ribeirinhas na região de Foz do Iguaçu e da Tríplice Fronteira.
A situação reforça a importância de acompanhar os boletins hidrológicos da Itaipu e os avisos da Defesa Civil, especialmente diante da previsão de novas chuvas.
Crédito Imagem William R. Brisida
Da Redação Almanaque Futuro