Grandes obras avançam na fronteira e Prefeitura atua para mitigar impactos na mobilidade dos bairros
Enquanto a duplicação da BR-469 e a Perimetral Leste transformam a logística de Foz do Iguaçu, administração municipal intervém para corrigir falhas de acessibilidade, planejar novas trincheiras e cobrar soluções para gargalos históricos.
As obras de engenharia rodoviária destinadas ao turismo e ao fluxo internacional de cargas avançam em ritmo acelerado em Foz do Iguaçu. O principal destaque é a modernização e duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), o corredor turístico mais importante do município, que dá acesso ao Aeroporto Internacional e ao Parque Nacional do Iguaçu. Realizada pelo Governo do Estado com o apoio financeiro estratégico da Itaipu Binacional, a intervenção abrange 8,7 quilômetros de extensão. O projeto engloba novas pistas de rolamento, vias marginais, ciclovias bidirecionais, passeios públicos e a nova ponte sobre o Rio Tamanduá.
No entanto, por trás da fluidez do tráfego principal, a execução ao longo da pista e nas localidades marginais acendeu um alerta para a infraestrutura pública local. Como o projeto é executado por consórcios e técnicos de fora da cidade, muitas especificidades do dia a dia da população foram desconsideradas. É nesse cenário que a prefeitura tem atuado: cabe ao município intervir para amenizar as deformidades do projeto original, corrigindo e adaptando os problemas gerados na mobilidade urbana, nos acessos locais e nas rotas de transporte público, garantindo que o progresso não prejudique o cotidiano dos iguaçuenses.
O desafio da Perimetral Leste e a integração do Jardim Jupira
Cenário semelhante é enfrentado nas obras da Perimetral Leste, via estratégica que ligará a nova Ponte da Integração à BR-277. Embora fundamental para retirar o tráfego pesado de caminhões do centro, o desenho da rodovia bloqueou acessos históricos. Bairros como o Jardim Cataratas, por exemplo, viram-se repentinamente isolados devido aos muros e desníveis da nova pista, inviabilizando o comércio local e dificultando o deslocamento básico dos moradores.
Para sanar esses impactos, o município assumiu um papel central de mediação junto ao DER e ao DNIT, exigindo a abertura de retornos e acessos secundários. Essa articulação também se estende à região da BR-277, onde o planejamento viário avançou para o início dos levantamentos topográficos e sondagens de solo para a construção da nova Trincheira do Jardim Jupira. O projeto prevê uma passagem em desnível sob a rodovia federal, permitindo a conexão direta entre as vilas de comércio fronteiriço e a zona residencial, eliminando um ponto crítico de conflito entre o trânsito local e a aduana.
Gargalos históricos na entrada da cidade
Além das obras em andamento, a administração municipal concentra esforços no mapeamento de nós logísticos que ainda desafiam a mobilidade urbana. O principal deles é o gargalo crônico no fluxo de veículos na entrada da cidade, na chegada pela BR-277. Engenheiros e técnicos do município constatam que, mesmo com a construção do viaduto na região, o entroncamento continua registrando lentidão e retenções severas nos horários de pico.
Diante disso, novos estudos de contagem de tráfego e simulações viárias estão sendo realizados pela prefeitura. O objetivo é propor adequações geométricas, melhorias nas alças de acesso e sinalização inteligente para otimizar a capacidade de vazão do viaduto existente. Ao costurar essas correções urbanas nas margens da BR-469, da
Perimetral e nos acessos federais, o município trabalha para reduzir o tempo de viagem do transporte coletivo e garantir segurança, transformando as grandes rodovias em verdadeiros vetores de integração para a comunidade de Foz do Iguaçu.
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