Envelhecimento saudável exige cuidado precoce e acompanhamento especializado

Geriatra Dr. Mohamed Fadi Handous reforça importância da prevenção e atua na Policlínica Bremm, em Foz do Iguaçu

O envelhecimento da população brasileira tem reforçado a importância do acompanhamento médico ao longo da vida, com atenção à prevenção e à qualidade de vida. Na Policlínica Bremm, esse cuidado é fortalecido pela atuação de especialista em geriatria.

Desde outubro de 2025, o serviço conta com o trabalho do Dr. Mohamed Fadi Handous, formado pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), com residências em clínica médica no Hospital São Lucas, em Cascavel, e em geriatria no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O médico explica que não há uma idade fixa para iniciar o acompanhamento com geriatra. Embora seja mais comum a partir dos 60 anos, o cuidado pode começar antes, com foco preventivo.
“Muitas das condições que aparecem na terceira idade têm origem anos antes. Por isso, recomendamos iniciar o acompanhamento por volta dos 40 anos, pensando na saúde a longo prazo”, afirma.

Na prática clínica, são frequentes casos de hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, osteoporose e dores articulares. Também são comuns alterações de memória, insônia, ansiedade e depressão, além de queixas como tonturas, quedas e dificuldades nas atividades diárias.

Segundo o especialista, essas condições costumam ocorrer de forma associada, exigindo avaliação ampla e individualizada. O atendimento inclui ainda o acompanhamento de demências, como Alzheimer, perda de massa muscular, fragilidade e situações relacionadas ao uso de múltiplos medicamentos.

O acompanhamento geriátrico é indicado tanto para quem busca prevenção quanto para pacientes que já apresentam sinais como perda de memória, uso de diversos medicamentos ou redução da autonomia.

Outro ponto de atenção é o uso de medicamentos controlados. Substâncias como o clonazepam podem causar efeitos adversos, como sonolência excessiva, risco de quedas e prejuízo cognitivo.
“A retirada, quando necessária, é feita de forma gradual e segura. Reduzimos a dose aos poucos e acompanhamos o paciente de perto, sempre priorizando o bem-estar”, explica.

Para o médico, o cuidado com o envelhecimento deve ser contínuo e individualizado, com foco na preservação da autonomia, na qualidade de vida e na independência ao longo dos anos.

Dr. Mohamed Fadi Handous
(CRM 44795 / RQE 36778)