Nova Fronteira da Gestão

Quando a excelência permite que a natureza volte a ser a protagonista.

Exclusivo Almanaque Futuro

Se a primeira fase das concessões foi decisiva para livrar o Parque Nacional do Iguaçu do colapso logístico e das filas intermináveis, o ciclo atual marca sua entrada definitiva em uma era de maturidade institucional, interatividade consciente e gestão de alto desempenho. Liderado pelo consórcio Urbia + Cataratas, esse novo momento é orientado por um discernimento mais profundo: não basta receber bem — é preciso encantar com propósito.

Ao assumir a operação dos serviços, a concessionária trouxe como premissa elevar a experiência do visitante sem romper o pacto essencial com a paisagem. Cada intervenção passa a ser pensada como instrumento de educação ambiental; cada nova estrutura, desenhada para reduzir impactos visuais, sonoros e ecológicos. O Parque deixa de ser apenas um destino de contemplação e afirma-se como um laboratório vivo de boas práticas, onde tecnologia e conservação caminham juntas, sem que uma anule a outra.

Os planos de modernização são amplos e já começam a redefinir a relação entre público e santuário. Entre as diretrizes centrais estão a requalificação das infraestruturas históricas, a ampliação de sistemas de transporte de emissão zero e o desenvolvimento de novos atrativos capazes de distribuir o fluxo turístico de forma mais inteligente ao longo da unidade. O objetivo é reduzir pressões pontuais, preservar áreas sensíveis e garantir uma experiência fluida, mesmo em períodos de alta visitação.

A proposta é consolidar o Iguaçu como um Parque de Referência. A digitalização da jornada do visitante — do controle de acesso ao uso de recursos interpretativos interativos — não busca protagonismo tecnológico, mas invisibilidade funcional. A inovação atua como suporte silencioso para o conforto, a segurança e a informação qualificada. O visitante deixa de ser mero observador em trânsito e passa a sentir-se convidado da biodiversidade, compreendendo o território que percorre.

Nesta etapa, a sustentabilidade assume caráter absoluto. A gestão contemporânea amplia sua responsabilidade para além das passarelas, incorporando metas de neutralização de emissões, estímulo à economia circular e fortalecimento das cadeias produtivas do entorno. Ao consolidar a marca Cataratas do Iguaçu como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza, o Parque reafirma seu papel como principal embaixador do turismo brasileiro no exterior. Cada melhoria — do mobiliário urbano aos serviços de apoio — contribui para a construção de uma imagem de eficiência que desperta interesse e inspira replicação internacional.

O Almanaque Futuro destaca, nesta página, a superação definitiva de um falso antagonismo: a ideia de que gestão privada e conservação pública seriam forças incompatíveis. O modelo atual demonstra que, quando operando sob o rigor técnico e científico do ICMBio, e em diálogo permanente com a comunidade iguaçuense, a iniciativa privada pode produzir resultados de excelência mundial. A infraestrutura torna-se tão precisa que permite ao visitante esquecer a logística e concentrar-se no essencial: a experiência sensorial e espiritual diante da água e da floresta.

Este é o selo de uma nova fronteira da gestão ambiental. Um padrão de qualidade que prepara Foz do Iguaçu para seguir, por muitas décadas, como espelho no qual o ecoturismo global se observa, aprende e se projeta.

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