Parque das Aves realiza exposição sobre Ariranhas

Ação apresenta a importância da espécie para a saúde dos rios e aborda sua presença histórica na Mata Atlântica

O Parque das Aves realiza, no dia 17 de agosto, a exposição “Ariranhas: sentinelas dos rios” , uma ação de sensibilização que convida os visitantes a conhecerem a importância ecológica da ariranha (Pteronura brasiliensis) e os desafios enfrentados pela espécie. A atividade acontece das 9h às 16h, ao longo da trilha de visitação do atrativo, em Foz do Iguaçu.

Desenvolvida em conjunto com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e em parceria com o Projeto Ariranhas, a exposição apresentará informações sobre as características, o comportamento, a alimentação, a distribuição geográfica e o estado de conservação da espécie. A ação também destacará a ocorrência histórica das ariranhas na Mata Atlântica, especialmente na região da bacia do Paraná e no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.

“A ariranha possui uma relação direta com a qualidade dos ambientes aquáticos. Ao apresentar sua história e sua importância aos visitantes, buscamos ampliar a compreensão sobre como a proteção dos rios também beneficia diversas outras espécies, incluindo as aves”, destaca a supervisora pedagógica de Educação para Conservação do Parque das Aves, Gabriela Possato.

Essenciais para os ambientes aquáticos

A ariranha, de nome científico Pteronura brasiliensis , também é conhecida como lontra-gigante ou lobo-do-rio. Endêmica da América do Sul, é considerada a maior entre as 13 espécies de lontras existentes no mundo.

As ariranhas também estabelecem relações ecológicas com algumas espécies de aves. Esses animais podem aproveitar restos de presas e áreas utilizadas pelas ariranhas como latrinas para encontrar alimento, demonstrando como diferentes espécies estão conectadas dentro dos ecossistemas.

Atualmente, as principais populações de ariranhas estão distribuídas pela Amazônia e pelo Pantanal. A espécie é considerada globalmente em perigo de extinção e está classificada como extinta na Mata Atlântica.

Os esforços para a conservação da ariranha enfrentam desafios como a distribuição fragmentada das populações, a baixa conectividade entre os grupos, o impacto contínuo das atividades humanas e a presença de apenas um casal reprodutor em cada grupo familiar. A exposição busca sensibilizar os visitantes sobre essas ameaças e mostrar que a conservação dos rios é fundamental para a sobrevivência da espécie e para o equilíbrio da biodiversidade.