Macuco Safari: o grande exportador de mídia positiva

Quando Foz do Iguaçu atravessou seus momentos mais difíceis, o "banho de energia" nas Cataratas foi o ponto de retomada perante o mundo.

Redação Almanaque Futuro 

Nos anos 50, enquanto o Parque Nacional do Iguaçu concluía suas primeiras etapas de ocupação — incluindo a construção do hotel histórico ao lado das quedas — visitantes ilustres começaram a desbravar a área. Foi nesse cenário que a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, ao se deparar com a magnitude do conjunto, exclamou a célebre frase: “Poor Niagara” (Pobre Niágara). O choque cultural atingiu em cheio canadenses e norte-americanos, que até então ostentavam o título de maiores quedas do hemisfério Norte. Aquela comparação curta e direta foi o primeiro grande impulso do nosso turismo na mídia internacional.

Da Itaipu à virada do milênio

O desfile de celebridades ganhou corpo com a construção da Itaipu Binacional e as melhorias de infraestrutura, como o novo aeroporto internacional. Reis, primeiros-ministros e presidentes posaram para fotos que rodaram o globo.

Contudo, na virada do milênio, o destino enfrentou um desafio inesperado. Após os atentados de 11 de setembro nos EUA, uma campanha difamatória tentou associar Foz do Iguaçu ao extremismo, usando o fato de a cidade abrigar a segunda maior colônia árabe do país. O turismo sofreu um baque violento. A reação veio através da arte e da inteligência: o Festival do Humor Gráfico, com o tema “Planeta Água”, trouxe jornalistas e cartunistas do mundo inteiro para ver a realidade com os próprios olhos. Todos fizeram fila para o Macuco Safari. O resultado foi uma enxurrada de fotos e desenhos de pessoas se divertindo e se lavando nas águas, contradizendo qualquer narrativa de medo. O Macuco, entendendo seu papel, investiu pesado no acolhimento desses formadores de opinião.

Um painel de estrelas nas corredeiras

A lista de quem já enfrentou as águas brancas do Iguaçu a bordo do Macuco é um verdadeiro “Quem é Quem” da cultura e do poder global. Nomes como Bill Gates e Tony Blair, além de atores do peso de Anthony Hopkins, atestaram a emoção e a segurança do passeio.

No cenário nacional, a vitrine é igualmente reluzente. Apresentadores como Luciano Huck, Marcos Mion e Patrícia Poeta levaram as peculiaridades do serviço para as telas de milhões de brasileiros. O humor e a irreverência também passaram por aqui com Danilo Gentili, Leandro Hassum e Tirullipa.

Recentemente, e ao longo destes 40 anos, o Macuco Safari recebeu nomes como o casal Taís Araújo e Lázaro Ramos, Sabrina Sato e Nicolas Prates, a escritora Thalita Rebouças, a cantora Naiara Azevedo, o DJ Alok, e o músico e ator Lúcio Mauro Filho. De influenciadores como Rezende e Felipe Prior a atletas como o medalhista Arthur Zanetti, todos ajudaram a compor esse imenso mosaico de prestígio que projeta Foz para o mundo. 

A contemplação como estratégia de crescimento

Mais do que a adrenalina, o que o Macuco Safari consolidou foi a contemplação ativa. Ao transformar o “olhar as quedas” em um “viver as quedas”, a empresa mudou a forma como o Destino Iguaçu é percebido internacionalmente.

Essa capacidade de gerar mídia positiva espontânea é o que mantém as Cataratas em um patamar de destaque. Enquanto o mundo busca destinos seguros e autênticos, o Macuco exporta movimento, alegria e um rigor técnico (chancelado por normas como a ISO 21101) que dá tranquilidade ao visitante.

Ao completar quatro décadas, o legado é claro: o Macuco Safari não é apenas um passeio; é uma ferramenta de diplomacia. Ele prova que, mesmo diante de crises, o brilho nos olhos de quem navega o cânion é o argumento mais forte que Foz do Iguaçu possui. É a vitória da vida e da ousadia humana em harmonia com a majestade do rio.