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Redação Almanaque Futuro À medida que as definições partidárias se afunilam e o calendário eleitoral avança, a disputa pelas cadeiras no Executivo e no Legislativo — Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa — ganha ritmo intenso. Para acompanhar os bastidores, análises e desdobramentos desse cenário dinâmico, o Almanaque Futuro expandiu sua atuação […]

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Redação Almanaque Futuro

À medida que as definições partidárias se afunilam e o calendário eleitoral avança, a disputa pelas cadeiras no Executivo e no Legislativo — Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa — ganha ritmo intenso. Para acompanhar os bastidores, análises e desdobramentos desse cenário dinâmico, o Almanaque Futuro expandiu sua atuação multimídia, integrando textos, podcasts e videocasts.
A condução das entrevistas está a cargo do jornalista Rogério Romano Bonato, profissional com 50 anos de trajetória no jornalismo — sendo 45 deles dedicados à cobertura em Foz do Iguaçu —, bagagem que lhe confere profundo conhecimento sobre a trajetória dos nomes em evidência no cenário político.

Estética cinematográfica e conversa fluida
O episódio piloto foi gravado nos estúdios do complexo audiovisual Vision Art, o programa aposta em um formato visualmente marcante. “Para o lançamento do ‘Papo de Studio’, optamos por assumir o fundo verde a elementos clássicos, como equipamentos antigos, tripés, holofotes e rolos de filme. Criamos uma atmosfera de cinema que deixa os entrevistados à vontade para uma conversa descontraída”, destaca Bonato.
Apesar do lançamento durante o período pré-eleitoral, o programa tem vocação perene e continuará após o pleito, recebendo personalidades das áreas de política, educação, literatura e cultura. “Um diálogo amplo sobre diferentes temas contribui diretamente para a preservação da memória e do registro histórico”, pontua o apresentador.

Nos estúdio da Vision Art, Rafael Greca, Bonato e Mauro Hanzen, ladeados pelos operadores Evaldo e Neto.

 

Estreia e resgate histórico
A escolha de Rafael Greca de Macedo para o episódio de estreia une política e conexões históricas. Além de figura de destaque no cenário estadual e nacional, o entrevistado mantém uma amizade de décadas com Bonato, fruto de parcerias culturais firmadas desde os anos 1980, inclusive na época em que o jornalista esteve à frente da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu.
Na gravação, Bonato fez questão de render homenagens à memória da esposa de Greca, Margarita Sansone: “A escolha do Rafael foi certeira. O único sentimento de saudade foi não ter nossa querida amiga Margarita no estúdio, dando seus palpites como sempre fazia. Mas tenho certeza de que ela esteve conosco no clima inspirado que se formou. Superamos o desafio de gravar o piloto, encontramos a nossa linguagem e agora seguimos em frente.”

Enlace cultural: após a entrevista Bonato e Greca, trocaram livros. O entrevistador presenteou o entrevistado com uma coletânea dos “entrevistões” em “O Pasquim 21”, onde Greca e Margarita marcara pela presença. Bonato foi um dos componentes na mesa. Por sua vez, recebeu do ex-prefeito de Curitiba um belíssimo exemplar da edição “Paranismo”, de José Roberto Teixeira Leite.

 

Nota de Transparência: O videocast “Papo de Studio”, apresentado e editado por Rogério Bonato, é um espaço de conteúdo jornalístico, informativo e de livre manifestação de ideias. A produção atua em estrita observância à Legislação Eleitoral (Lei nº 9.504/1997) e às Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As opiniões emitidas pelos convidados são de responsabilidade exclusiva de seus autores.

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Rafael Greca inaugura o “Papo de Studio” https://almanaquefuturo.com.br/almanaque-futuro-tv/rafael-greca-inaugura-o-papo-de-studio/ Mon, 27 Jul 2026 18:03:50 +0000 https://almanaquefuturo.com.br/?p=35736

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O Corvo e a política no “jogo do estica e puxa” https://almanaquefuturo.com.br/artigo-de-opiniao/o-corvo-e-a-politica-no-jogo-do-estica-e-puxa/ Wed, 29 Apr 2026 23:47:48 +0000 https://almanaquefuturo.com.br/?p=33390

Sem explicação A impressão que tudo isso nos passa é que o governador parece não se importar muito com as reações do eleitorado. Ele, afinal, é armado de pesquisas até os dentes e joga com o tempo. O arcabouço de informações é complexo e, naturalmente, assusta a oposição, mas assusta mais os aliados, com certeza. […]

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Sem explicação
A impressão que tudo isso nos passa é que o governador parece não se importar muito com as reações do eleitorado. Ele, afinal, é armado de pesquisas até os dentes e joga com o tempo. O arcabouço de informações é complexo e, naturalmente, assusta a oposição, mas assusta mais os aliados, com certeza.

No gramado
Como no futebol, grupos políticos escalam o time dependendo dos jogadores que o adversário vai usar. É assim que reforçam o ataque, a defesa, as laterais e o meio-campo. Se o Ratinho fosse técnico de futebol, usaria a Lei Chacrinha: a que veio para confundir e não para explicar. Bom, o problema é que o tabuleiro eleitoral não requer chuteiras. Pelo visto, isso mexe com a cabeça de Sérgio Moro e as alas indecisas. Se é estratégia, aí é difícil saber.

O redemoinho
O fato é que, no meio da confusão que aparenta indecisão, Ratinho testa as cartas do seu baralho. Mediu a força de Guto Silva, agora está de olho no desempenho de Sandro Alex e alguns observadores garantem que deve testar pelo menos mais um nome antes de chegar ao Rafael Greca — alguém que, francamente, nem precisaria ser testado. Criaram uma mania de dizer no Palácio que Rafael só possui votos em Curitiba. Ledo engano; há eleitores de todos os lados que o apoiam.

Ortodoxia
Vamos combinar: o paranaense não é muito chegado em aventuras ou novidades que causem algum desconforto no modo de vida. Olha o que fizeram com a Cristina Graeml. Ela despontou para a corrida pela prefeitura da capital com a mesma força meteórica do Moro ao governo e no que deu? Venceu o Dudu, calçado no jeito curitibano de ser, ao estilo “leite quente”. A manobra foi conduzida pelo Greca, contra todos os prognósticos. Escrevam: se o Rafael for candidato pra valer, vai bagunçar o coreto. Vai ver a “Ratolândia” sabe disso e quer fazer o jogo da elasticidade, até a borrachinha chegar ao ponto de rompimento. Vamos ver. O problema é que essa lenga-lenga cansa. É tiro para todo lado.

Arranca-rabo
Matheus Vermelho de faca nos dentes. Pra quem era uma espécie de santinho, sempre colado nas caravanas governamentais, agora parece o diabo da tasmânia, o Taz, andando de um lado ao outro igual a um tufão, resvalando em tudo! Barbaridade! Mas tenho licença para escrever que a fruta não caiu longe do pé. Pisem no calo do Vermelho (pai) para verem o que acontece. O fato é que a encrenca na ALEP nos revela um Matheuszinho com luz própria, enfim, e dá para ter ideia do que virá, ao lado do Moro, Felipe, etc.

Finalmente o Corvo ganhou vida! Por meio de um projeto gráfico, o personagem ganhou voz e movimentos e atuará nas redes sociais fazendo um resumo dos principais assuntos da coluna. Seja bem vindo Corvo!

 

Olha lá
Mudando de saco para mala: Foz do Iguaçu brilhou mais uma vez em premiação de “Melhor do Turismo Brasileiro” — que novidade? —, conquistando duas categorias e reforçando sua posição entre os grandes destinos do país. Chamou a atenção a premiação de destino ecoturístico e de aventura e, aqui entre nós, isso se deve muito ao Macuco Safari. Navegar nas corredeiras do Iguaçu e depois tomar um banho de cataratas faz o passeio de buggy nos Lençóis Maranhenses parecer um brinquedo de autorama.

Papo reto
Vamos tratar aqui de um outro assunto, um tema muito presente e, de certa forma, chato de ser abordado: a “crise das nomenclaturas”. É uma questão de ética social. Muitas pessoas não sabem e ainda não descobriram a diferença entre autoidentificação e o reconhecimento externo, ou seja, o que os outros atestam.

O que é verdade
Títulos se conquistam. Isso é por meio de estudo, dedicação ou performance social. O que estamos vivenciando é uma quase guerra perdulária entre adjetivos e substantivos. Esses dias, uma jovem se apresentou como “influenciadora” para um grupo de empresárias. Ela não faz ideia de que para ser um influenciador, teoricamente, é necessária métrica de resultado. Se ninguém muda de comportamento ou opinião através do que se diz, a “influência” não existe. Quando se autointitulam assim antes de possuir uma audiência que valide, confundem a aspiração com a realidade.

Os imbecis de plantão
Olha, o que mais há hoje é gente se autodefinindo como “influenciador”, “patriota”… e já escutei alguém se definindo como “herói”, o que é uma barbaridade! O patriotismo é simplesmente ético e dispensa crachá; nada mais é que uma prática cívica cotidiana e muitas vezes silenciosa. Ser um patriota é algo que requer reconhecimento histórico. Quando a palavra “patriota” vira um adjetivo de autoafirmação, ela geralmente perde seu sentido de união e, convenhamos, isso é o oposto do conceito original de amor à pátria.

“La morale della favola”
Em resumo: antigamente, as pessoas realizavam o feito para depois receber o título. Hoje escolhem o que acreditam ser, esperando que a realidade se molde ao que não existe. Como diz o ditado popular, “elogio em boca própria é vitupério”. No caso de títulos como herói, mestre ou influenciador, a validação é sempre o olhar do outro.
Um bom dia, leia este e outros assuntos na coluna No Bico do Corvo!

Rogério Romano Bonato assina a coluna No Bico do Corvo há mais de duas décadas, atravessando jornais e muitos carnavais. Agora, com o suporte da Inteligência Artificial, o Corvo ganha forma, voz e movimentos próprios. O personagem passa a ocupar as redes sociais do Almanaque Futuro com o mesmo olhar ácido de sempre. Assista à performance de estreia do passarinho!”

 

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Independência: entre o mito do Ipiranga e a realidade da História https://almanaquefuturo.com.br/artigo-de-opiniao/independencia-entre-o-mito-do-ipiranga-e-a-realidade-da-historia/ Sat, 06 Sep 2025 11:52:31 +0000 https://almanaquefuturo.com.br/?p=27069

  Almanaque do dia 6 de setembro Hoje é sábado, 6 de setembro de 2025, a 250ª jornada do ano — restam 115 dias até o réveillon. No calendário religioso, a Igreja Católica celebra São Zacarias, papa e mártir do século VIII, e São Magno, bispo missionário que difundiu a fé cristã no norte da […]

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Almanaque do dia 6 de setembro

Hoje é sábado, 6 de setembro de 2025, a 250ª jornada do ano — restam 115 dias até o réveillon. No calendário religioso, a Igreja Católica celebra São Zacarias, papa e mártir do século VIII, e São Magno, bispo missionário que difundiu a fé cristã no norte da Itália e Suíça. Na história, em 1522, a nau Vitória, comandada por Juan Sebastián Elcano, retornava a Sevilha, tornando-se o primeiro navio a completar a volta ao mundo iniciada por Fernão de Magalhães. Em 1620, o navio Mayflower partia de Plymouth, levando os peregrinos ingleses que fundariam a colônia de Massachusetts. Em 1822, no Brasil, D. Pedro recebeu a carta das cortes portuguesas exigindo seu retorno a Lisboa — episódio que antecedeu o Grito da Independência. Já em 1901, o presidente norte-americano William McKinley foi alvejado em Buffalo, falecendo dias depois. Em 1991, a União Soviética reconheceu a independência dos Estados bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia. No campo cultural, em 1943 nascia Caio Fernando Abreu, escritor e jornalista brasileiro que se tornou voz marcante da literatura contemporânea. Em 1997, morria o educador Paulo Freire, cuja pedagogia crítica é referência mundial.

 

Por falar em política…

Vira quase um número de circo a engenhosidade para tentar salvar Jair Bolsonaro da condenação. Rascunham anistias, costuram brechas, ensaiam discursos — um espetáculo em busca do perdão eterno. Esse filme é velho: no século passado, líderes como Hitler e Mussolini também desafiaram tribunais, zombaram do sistema e pagaram. Hitler, inclusive, usou os dois anos de cadeia para escrever Mein Kampf — prova de que a História não costuma ter paciência com quem brinca de atropelar instituições. Mas, e o que veio depois? Não se trata de comparar Bolsonaro aos piores e nem aos melhores personagens da humanidade, mas de lembrar que julgamento existe justamente para separar culpa de inocência. O que atrapalha não são as provas, mas a horda de aliados que só acredita na fé cega e na faca amolada que no fim também acaba em autoritarismo. No Congresso, a proposta do PL soa como um balacobaco, quase tão extravagante quanto as intenções de Donald Trump para livrar o Brasil do tarifaço. Entre entraves, manobras e labirintos, ironia das ironias: a absolvição no STF parece ser o atalho menos complicado. O problema é que condenam a Justiça, antes que ela decida o destino do réu. Assim fica difícil.

 

Por falar em julgamento…

A história mostra que julgamentos moldam destinos. Nelson Mandela enfrentou décadas de prisão, Tiradentes foi enforcado, e tantos outros carregaram o peso de sentenças que se transformaram em símbolos. Para quem se diz injustiçado, a culpa sempre recairá sobre as instituições: o sistema vira vilão, a Justiça é acusada de cega demais ou indulgente de menos, e o réu, por ironia, é coroado com auréola de anjo. No caso de Jair Bolsonaro, a opinião pública não é indiferente. Pesquisas recentes apontam que a maioria dos brasileiros deseja o julgamento e confia na imparcialidade do Judiciário. O país quer saber, com clareza, se houve trama golpista e se ela configurou crime. Antecipar perdões ou costurar anistias, antes mesmo de se ouvir o veredito, equivale a vestir a carapuça e admitir a culpa sem defesa. A lição ética é simples: cabe esperar o resultado do julgamento — é aí que se mede a grandeza das instituições e se define a verdade diante da história. Incomode a quem incomodar, é assim que deve ser.

 

O Paraná é dos paranaenses

Historicamente, o protagonismo eleitoral brasileiro esteve concentrado em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia… o Paraná, no entanto, começa a se projetar de forma distinta, impulsionado pelo governador Ratinho Júnior. Diferente de seus antecessores, ele tem se apresentado mais como gestor institucional do que como articulador político, o que o coloca em posição de ser visto como novidade em um cenário ainda marcado por práticas antigas. A dúvida é se essa imagem de “novo” terá fôlego para romper as barreiras do sistema consolidado. A questão é como fazer o furo na bolha.

 

Cenário em aberto

Para se lançar como presidenciável, Ratinho Júnior dependerá de variáveis complexas: o desempenho de Lula, as alianças possíveis e a disputa direta com nomes como Tarcísio de Freitas, que também ocupa espaço no campo de novidades, mas com ritmo mais estridente. Nesse tabuleiro, existe ainda a alternativa de Ratinho disputar o Senado, mas ainda inserido em composições maiores. O cansaço dos eleitores com a “velha política” abre uma oportunidade, mas o desfecho ainda é incerto. Afinal, conjecturas eleitorais mudam rápido, e a política brasileira é pródiga em surpresas.

 

Uma coisa é certa…

Todo governante bem avaliado enfrenta um dilema: como transferir a popularidade conquistada para um sucessor? No Paraná, Ratinho Júnior tem aprovação alta, mas parece ainda não encontrar alguém que desperte a mesma empatia junto ao eleitorado. Ele pode ter um afilhado predileto, mas ainda não apontou o dedo. Essa lacuna fragiliza a base governista e atrasa a escolha de um nome capaz de manter a unidade. Enquanto o grupo perde tempo em debates internos, opositores como Sergio Moro já se movimentam com clareza de projeto, ganhando terreno e reduzindo a vantagem que um apoio oficial de Ratinho poderia garantir. O fenômeno é antigo: a popularidade não se herda, e a ausência de um herdeiro político claro costuma abrir espaço para que adversários avancem. Ratinho não precisaria de um “herdeiro”, bastaria investir seu apoio em alguém com experiência e carisma para somar essa herança política. Mas se a aposta é esperar pelas pesquisas, que seja — apenas não esqueçam que o relógio corre mais rápido em ano eleitoral.

 

Enquanto isso…

Pesquisas eleitorais são retratos de momento, mas servem como termômetro do humor político. A mais recente, da Neokemp, confirma Sergio Moro como favorito ao governo do Paraná em 2026, liderando todos os cenários de 1º e 2º turno. O favoritismo se explica tanto por sua projeção nacional quanto pelo vácuo deixado pela impossibilidade de reeleição de Ratinho Júnior, cuja gestão mantém altíssima aprovação (quase 70%). Esse capital político, mesmo sem candidato próprio, terá peso decisivo na composição de alianças. No Senado, o quadro é mais fragmentado: Deltan Dallagnol e Cristina Graeml surgem na frente, mas a soma de indecisos e votos brancos mostra que o jogo está aberto. Curiosamente, a Neokemp incluiu Rafael Greca em alguns cenários, talvez para testar o alcance de um dos nomes mais conhecidos e carismáticos do estado, mantido até aqui fora da disputa oficial.

 

Moro no comando

Assumir a presidência do União Brasil no Paraná dá a Sergio Moro não apenas o controle da legenda, mas também acesso a estrutura, fundo partidário e tempo de TV — ativos fundamentais para uma campanha majoritária. O acordo com Felipe Francischini encerra uma disputa interna e, ao mesmo tempo, expõe fissuras entre União e PSD que podem mudar o equilíbrio no Centro Cívico. A ascensão de Moro acende sinal de alerta em duas frentes: para Ratinho Júnior e aliados, que veem surgir um concorrente competitivo fora de sua órbita, e para a oposição, que terá de decidir se o encara como adversário prioritário ou figura circunstancial. A janela partidária de 2026 dirá muito sobre a fidelidade dos atuais aliados e a real capacidade de articulação do novo comandante.

 

Caminho aberto

Com mandato no Senado até 2030, Moro joga sem risco imediato e ganha tempo para articular alianças, lapidar discurso e se projetar como alternativa de poder. Mas transformar vantagem em pesquisa em vitória eleitoral exige mais que números: requer base sólida, narrativa convincente e habilidade para navegar pelos labirintos da política tradicional. Por isso, enquanto os institutos testam cenários em Curitiba, Moro foca nas grandes cidades do interior, articulando presença constante e estruturando apoios. Em Foz do Iguaçu e região, por exemplo, conta com aliados como José Elias Castro Gomes, presença garantida em seus atos e um dos nomes que ajudam a sustentar a rede de contatos. Moro já entendeu que a eleição paranaense se decide em território amplo e diverso — e está pavimentando o caminho antes de entrar oficialmente em campanha.

 

Janela de movimentos

A proximidade da janela partidária de 2026 deve acelerar a dança das cadeiras no Paraná. União Brasil e PP já sinalizam fissuras com o governo Ratinho, enquanto Republicanos e Podemos se movem para atrair quadros estratégicos. Deputados federais e estaduais tendem a priorizar sobrevivência eleitoral, mais do que fidelidade às siglas. Esse realinhamento pode redefinir bancadas e alterar os palanques regionais, abrindo espaço para novas alianças — e também para disputas internas que não tardarão a vir à tona.

 

E vai lá saber?

Entre as leituras que circulam nos bastidores da política paranaense, uma se destaca pelo grau de ousadia: a hipótese de Ratinho Júnior desistir de lançar um sucessor e apoiar diretamente Sergio Moro ao governo do Estado. Oficialmente, isso nunca seria admitido, mas não é de se descartar. A cabeça de um político costuma processar cenários mais rápido que qualquer máquina. A matemática é simples: com Moro fortalecido, Ratinho preservaria seu capital político e ainda poderia ampliar as chances de vitória em um futuro projeto pessoal, seja no Senado ou até em uma corrida presidencial. O tormento, claro, seria para os partidos de esquerda, que veriam se consolidar uma fatura difícil de reverter. Não seria política convencional, mas uma jogada com requintes de radicalidade. E, convenhamos, em política, nunca se deve duvidar do improvável. A política é afinal, a arte do imprevisto.

 

O Brasil independente

Neste domingo vamos comemorar 203 anos de independência “dar cortes portuguesas”. *Nem sei a razão de sempre escreverem isso no plural, uma vez que havia apenas uma corte, a de D. João VI, que deve ter fervido o sangue ao saber do desejo do filho, em se libertar de Portugal. Segundo os relatos o rei sofreu bastante e já se questionava sobre a monarquia. Os portugueses andavam bastante inquietos. A Independência do Brasil, enfim, continua sendo a data cívica mais importante do calendário, mesmo mantendo a monarquia no poder. A república nasceria 67 anos depois.

 

Cortes Gerais

Explicando: tratavam o assunto no plural em razão das colônias, a extensão do “Reino de Portugal”, sobretudo diziam “as Cortes” porque se referiam às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, uma assembleia que reuniu representantes do reino de Portugal e seus domínios ultramarinos. Isso aconteceu após a Revolução do Porto em 1820, as Cortes tinham o objetivo de elaborar uma constituição e reverter a situação de autonomia que o Brasil havia conquistado durante a fuga da família real. Acho que assim não pagarei mico e nem dirão que fui de alguma aula na Faculdade de História. Mas o leitor entende o humor coloquial.

 

A história trabalha

O processo de livrar o Brasil das amarras portuguesas ainda segue no processo de clareamento. Aos poucos o brilho heroico e retumbante vai sendo substituído pela simplicidade, o “Grito”, por exemplo, não se deu em cima de um cavalo puro-sangue, e tampouco a tropa estava fardada com elmos e armaduras cintilantes, ora pois, era apenas uma comitiva que deixara a casa da amante do príncipe, e, acabara de escalar os paredões e picadas da Serra do Mar. Estavam sujos, enlameados e montados em burros e jumentos. Os camponeses e habitantes da Vila do Ypiranga não faziam a mínima ideia do que estava acontecendo. Mas tudo isso, de jeito algum, diminui o ato. Foi quando o Brasil nasceu de verdade e andou com as próprias pernas.

 

E hoje?

Depois do tarifaço, certamente muitos de nós avaliam com mais profundidade esse conceito de “independência”. Está mais para a dependência que outra coisa, porque dependemos dos acordos internacionais, da vontade dos políticos, da inteligência de gente que não consegue evoluir, dos parceiros que mais parecem inimigos e de um mundo que dá um passo à frente dois para trás. Impressionante. Infelizmente é a realidade, medida pelas confusões internas e a soberba externa. Olha o desfile na China, com milhares de soldados armados até os dentes, foguetes e ogivas nucleares? O que é isso gente? Aquilo tudo é para ser usado contra seres humanos, o que nos faz pensar que o medo é bem maior que a esperança em um mundo melhor. Barbaridade.

 

O dia de amanhã

Enfim, uma data como o 7 de Setembro é mais importante para a reflexão do que outra coisa. Qual Brasil queremos no futuro? Em que mundo queremos viver? É meus amigos passa sim esse filme. Mas tomara que tudo se acerte e os dias sejam melhores, pensar assim, com simplicidade, otimismo e a obstinação de que tudo dará certo, já é um bom caminho. É desta maneira que me despeço, desejando a todos um bom final de semana!

 

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