Programa Hangar Mulheres conclui jornada de capacitação com 94 empreendedoras e investimento de mais R$ 50 mil em recursos
A iniciativa ofereceu mais de 37 horas de formação, mentorias e ferramentas para apoiar mulheres na gestão e desenvolvimento do próprio negócio.
Empreender exige mais do que uma boa ideia: exige conhecimento para tomar decisões, organizar as finanças, comunicar o negócio e encontrar formas de crescer. Foi a partir dessa perspectiva que 94 empreendedoras concluíram a Trilha de Capacitação Empreendedora do Programa Hangar Mulheres na última quinta-feira (27). Com 37 horas de conteúdos, a jornada combinou capacitações e mentorias coletivas e ainda contou com mais R$ 50 mil em recursos destinados às participantes pelo desempenho elevado.
Em sua terceira edição, o Programa Hangar Mulheres alcançou o marco de mais de 1 mil inscrições de mulheres de 25 estados brasileiros. A edição ampliou o objetivo da iniciativa, que passou a contemplar tanto o empreendedorismo tradicional quanto ideias e negócios inovadores de base tecnológica, fortalecendo o apoio a mulheres que empreendem em diferentes territórios do Brasil.
“Apoiar o empreendedorismo feminino é acreditar em uma ferramenta de transformação social e econômica. Cada mulher que passou pela trilha trouxe uma história construída com muita dedicação e criatividade. Quando esses negócios se fortalecem, eles também transformam a realidade das famílias e comunidades onde estão inseridos”, explicou Clerione Herther, diretora Administrativo-Financeira do Itaipu Parquetec.
A formação da trilha de negócios tradicionais aconteceu em parceria com a Aliança Empreendedora, que trouxe para a jornada uma abordagem prática sobre os desafios enfrentados por quem empreende no dia a dia. As participantes tiveram acesso a capacitações sobre gestão do negócio, empreendedorismo, tecnologia, finanças, vendas e comunicação, além de encontros de mentoria coletiva.
A conexão também faz parte da proposta do Hangar Mulheres. Para além do período de formação, o programa criou uma comunidade que mantém essa rede ativa, permitindo que as empreendedoras continuem em contato, troquem informações, compartilhem oportunidades e apoiem umas às outras.
Segundo a cofundadora da Aliança Empreendedora, Helena Casanovas Vieira, a parceria com o Itaipu Parquetec e o Programa Hangar Mulheres mostrou a importância de construir uma formação conectada às necessidades reais das empreendedoras e de criar caminhos para que o conhecimento adquirido possa gerar resultados depois da trilha. “A capacitação ganha ainda mais sentido quando o conhecimento sai do papel e vira ação. Por isso, quisemos oferecer um capital-semente para que elas possam colocar em prática algum dos planos que construíram ao longo da jornada”, afirma.
Para parte das participantes, a conclusão da trilha também abre uma oportunidade de levar o aprendizado para a prática com apoio financeiro. Cinquenta empreendedoras foram selecionadas para receber R$ 1 mil cada, totalizando R$ 50 mil destinados aos negócios, e nesta edição, a novidade foi uma bonificação no valor de R$ 100 oferecida pela Aliança Empreendedora para as 94 mulheres que concluíram a jornada. Além de premiar a participação, o recurso chega para coroar uma jornada em que as mulheres também desenvolveram a capacidade de olhar de forma mais estratégica para os próprios empreendimentos.
Entre as selecionadas da trilha, Ana Paula Quintiliano Lourenço dos Santos, à frente da Feltro a Mão, no Rio de Janeiro, viu no programa a oportunidade de tirar do papel um projeto idealizado durante a pandemia. “A jornada ampliou meu repertório e me fez acreditar ainda mais que posso expandir esse projeto que tenho há anos”, conta. Para ela, a experiência também marca um novo começo: “Foi uma oportunidade de aprender com mulheres que acreditaram nos próprios sonhos e encontraram caminhos para transformá-los em realidade.”
O Hangar Mulheres voando alto no Festival Iguassu Inova 2026
E, para as mulheres que já deram os primeiros passos ou ainda estão buscando caminhos para fazer seus negócios crescerem, o Programa Hangar Mulheres é apenas o começo. No Festival Iguassu Inova 2026, o Itaipu Parquetec amplia essa agenda com a chegada do Mundo RME, iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (RME) que coloca o empreendedorismo feminino no centro de conexões, negócios e oportunidades.
Criado em 2010 para capacitar e conectar mulheres, o Instituto chega ao Festival para ampliar uma discussão que já encontra espaço em iniciativas como o Hangar Mulheres: criar possibilidades para que mulheres empreendam adquirindo, ao mesmo tempo, conhecimento, conexões e oportunidades capazes de levar seus negócios adiante.
Assessoria
