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O peso dos royalties: Itaipu injeta R$ 1,3 bilhão na economia brasileira em 2025 - Almanaque Futuro

O peso dos royalties: Itaipu injeta R$ 1,3 bilhão na economia brasileira em 2025

Com repasses 5,7 vezes superiores à média do setor elétrico, a binacional consolida-se como o maior motor de compensação financeira do País, beneficiando 347 municípios e seis Estados.

Redação Almanaque Futuro con informações e fotos da IB

A Itaipu Binacional encerrou o ano de 2025 reafirmando sua posição como peça-chave no equilíbrio fiscal e no desenvolvimento de centenas de localidades brasileiras. Segundo dados consolidados pela Diretoria Financeira Executiva da usina, o montante repassado ao Brasil a título de royalties atingiu a marca de R$ 1,381 bilhão. Mais do que uma compensação pelo uso do potencial hidráulico do Rio Paraná, esses recursos representam um fôlego financeiro vital para políticas públicas de infraestrutura, saúde e educação em 347 municípios espalhados por seis estados e o Distrito Federal.

Eficiência que gera receita

Um dos destaques do balanço de 2025 é a disparidade positiva entre a Itaipu e outras hidrelétricas do país. Enquanto a média de compensação financeira do setor elétrico brasileiro gira em torno de R$ 6,6 por megawatt-hora (MWh), a Itaipu desembolsa R$ 37,8 por MWh gerado. Na prática, a usina paga 5,7 vezes mais do que a média nacional, respondendo sozinha por 35% de todos os royalties pagos por hidrelétricas no Brasil.

André Pepitone, diretor financeiro executivo da Itaipu, ressalta o papel estratégico dessa eficiência: “Esse volume de recursos é um indutor de crescimento sustentável. Ele permite que gestores locais financiem áreas essenciais, promovendo a melhoria direta na qualidade de vida da população em territórios impactados pela operação da usina”.

O Mapa dos Royalties: O Protagonismo do Paraná

Seguindo as diretrizes do Tratado de Itaipu de 1973 e a legislação brasileira vigente, a distribuição dos recursos obedece à proporção de 65% para municípios, 25% para estados e 10% para a União.

  • Municípios: Receberam R$ 898 milhões.

  • Estados: Receberam R$ 345 milhões.

  • União: Recebeu R$ 138 milhões.

O Paraná, por abrigar a sede brasileira da usina, continua sendo o principal destino da compensação. Em 2025, o estado captou R$ 293 milhões (85% da cota estadual), enquanto as 49 cidades paranaenses beneficiadas somaram R$ 761 milhões. No entanto, a capilaridade da Itaipu atravessa fronteiras estaduais, beneficiando 159 municípios em São Paulo, 93 em Minas Gerais, 38 em Goiás e sete no Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

Fomento à Ciência e ao Meio Ambiente

Além do impacto regional, a fatia destinada ao Governo Federal (R$ 138 milhões) é pulverizada em frentes de inovação e preservação. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) absorveu R$ 56 milhões, garantindo a continuidade de pesquisas de ponta, enquanto os ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia dividiram R$ 82 milhões para custear operações e projetos estratégicos.

Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu, enfatiza que o pagamento dos royalties — que já soma mais de US$ 14,6 bilhões desde 1985 — é a tradução prática do compromisso binacional: “É a forma de Itaipu retornar à sociedade brasileira o valor gerado pela nossa energia, combatendo desigualdades e fortalecendo os territórios”, pontua.

Enio Verri, diretor-geral brasileiros da Itaipu. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional.