Foz registra 35 casos de dengue e mantém alerta contra o mosquito

CCZ intensifica ações de prevenção mesmo com redução expressiva dos casos e nenhum óbito pela doença em 2026

Foz do Iguaçu mantém os indicadores da dengue sob controle em 2026, mas o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) reforça que os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti precisam continuar. Segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria Municipal de Saúde, o município registra 3.535 notificações, 35 casos confirmados e nenhum óbito pela doença neste ano.

O cenário representa uma redução significativa em relação aos anos anteriores. Em 2025, Foz registrou 1.031 casos confirmados, enquanto em 2024 foram 14.683 casos e 10 mortes por dengue. O município também está pelo segundo ano consecutivo sem registro de óbito pela doença.

De acordo com o CCZ, os resultados estão relacionados a ações realizadas durante todo o ano, como visitas domiciliares, mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e orientação da população. O trabalho também inclui novas estratégias de controle do mosquito.

Entre essas estratégias está o método Wolbachia, que utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Quando esses mosquitos se reproduzem com a população local, seus descendentes também passam a carregar a bactéria, que impede a transmissão da dengue e de outras arboviroses ao ser humano.

Uma nova etapa de liberação dos mosquitos com Wolbachia começa nesta terça-feira (25) e deve atender 28 bairros, completando a cobertura da tecnologia em 100% da área do município. A estratégia é conduzida pela Fiocruz e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

Mesmo com o número reduzido de casos, o CCZ ressalta que o mosquito transmissor continua presente em Foz. A orientação aos moradores é eliminar recipientes que possam acumular água, manter os quintais limpos e ficar atentos a possíveis criadouros. A prevenção continua sendo uma tarefa conjunta entre o poder público e a população.

 

 

Crédito Imagem Divulgação PMFI
Da Redação Almanaque Futuro