Caminhada da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência mobiliza população de Foz do Iguaçu
Cerca de 400 pessoas participaram da caminhada, no Centro da cidade
A Avenida Brasil, no Centro de Foz do Iguaçu, foi palco de uma grande mobilização para conscientizar e sensibilizar a população sobre os direitos das pessoas com deficiência. A caminhada, realizada na manhã desta quarta-feira (26), integra a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que ocorre de 21 a 28 de agosto.
Neste ano, a campanha tem como tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz”. “Esse é um movimento que acontece todos os anos para conscientizar a comunidade sobre a inclusão, a acessibilidade e a promoção dos direitos da pessoa com deficiência”, explicou a secretária-executiva do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Graciele Dornelis.
A presidente da Associação Cristã de Deficientes Físicos de Foz do Iguaçu (ACDD), Neide Teodoro, ressaltou a necessidade de chamar atenção para os direitos da Pessoa com Deficiência. “Ainda brigamos por acessibilidade, por inclusão, por um espaço no mercado de trabalho. Todos os anos estamos aqui, nessa luta, e não cansamos. Eu acredito muito que a educação vem de berço. Nós ensinamos os nossos filhos a respeitar, a não discriminar, mas o tempo passa e eles desaprendem isso. Então, precisamos sempre estar batendo na mesma tecla. Não podemos, em nenhum momento, esquecer que temos um público diferenciado. Não podemos negligenciar que eles precisam de um cuidado especial”, comentou.
Participaram da caminhada cerca de 400 pessoas, entre representantes e estudantes de instituições que atuam na educação especial e no atendimento às pessoas com deficiência em Foz do Iguaçu, além de familiares. O percurso foi realizado pela Avenida Brasil, da Avenida República Argentina até a Câmara Municipal.
Bianca Aparecida Souza, mãe de uma criança com deficiência, ressaltou a importância da conscientização. “As pessoas têm que ter mais consciência, mais paciência. Eles são capazes, mas têm que ser tratados com respeito. Eles podem ser livres como as outras crianças”, finaliza.
Fonte: PMFI.
