Controle biométrico pode agilizar passagem entre Foz e Puerto Iguazú
Proposta discutida na Argentina prevê cadastro antecipado de viajantes e uso de identificação biométrica para reduzir filas na Ponte Tancredo Neves
A travessia entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, poderá contar futuramente com novas ferramentas tecnológicas para agilizar o controle de turistas e reduzir o tempo de espera na fronteira.
A proposta discutida na Argentina prevê a criação de um sistema de cadastro antecipado de viajantes, principalmente para grupos e excursões, combinado com mecanismos de identificação biométrica durante a passagem pela fronteira.
A ideia foi apresentada durante uma reunião realizada em Buenos Aires, com a participação de representantes do setor turístico e comercial de Puerto Iguazú e de órgãos do governo argentino. A iniciativa busca encontrar alternativas para enfrentar as filas registradas em períodos de maior movimento na fronteira.
Cadastro antes da viagem
Uma das possibilidades avaliadas é permitir que agências de turismo enviem antecipadamente os dados dos passageiros que integrarão grupos e excursões.
Com as informações previamente cadastradas, parte da conferência poderia ser realizada de maneira mais rápida no momento da travessia. A identificação biométrica seria utilizada como complemento ao processo de verificação.
A expectativa é diminuir o tempo necessário para a conferência individual dos viajantes, especialmente em períodos de alta temporada, quando o movimento entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú aumenta significativamente.
Tecnologia já está em teste em outra fronteira da região
A discussão ocorre em um momento em que a Receita Federal já testa biometria pela palma da mão na Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.
O projeto-piloto brasileiro começou em outubro e utiliza a tecnologia para registrar automaticamente a passagem de viajantes, auxiliar na gestão de risco e buscar maior fluidez no controle aduaneiro. A avaliação ocorre inicialmente durante o mês de outubro.
Na Ponte da Amizade, a Receita Federal informou que a tecnologia não altera as regras atuais para viajantes, como limites de isenção e procedimentos de declaração de mercadorias. A biometria é utilizada como ferramenta de apoio ao trabalho de fiscalização.
Fronteira com a Argentina
No caso da Ponte Tancredo Neves, a proposta ainda está em discussão e não representa uma implantação imediata de um sistema biométrico.
A eventual adoção dependerá de avaliações técnicas, definição dos procedimentos entre os países e análise dos aspectos relacionados ao tratamento e à proteção dos dados dos viajantes.
A busca por soluções para reduzir as filas ganhou importância diante do intenso fluxo turístico entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. A travessia é utilizada diariamente por turistas, moradores, trabalhadores, empresas de turismo e veículos de transporte de passageiros.
A expectativa dos setores envolvidos é que o uso de tecnologia permita conciliar controle migratório e aduaneiro com maior agilidade na passagem, especialmente durante feriados e períodos de alta temporada.
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Da Redação Almanaque Futuro