Waldson de Almeida Dias é nomeado Embaixador Honorífico da 21ª Feira Internacional do Livro

Homenagem reconhece a trajetória do escritor, pesquisador e um dos responsáveis pela criação da primeira edição do evento, em 2005

A Fundação Cultural de Foz do Iguaçu nomeou Waldson de Almeida Dias como Embaixador Honorífico da 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu – Festival Literário, que será realizada de 3 a 6 de setembro de 2026. A nomeação foi oficializada por meio da Portaria nº 1.667, de 13 de agosto de 2026.

A homenagem reconhece a trajetória de Waldson e sua contribuição para a cultura, a literatura, a formação de leitores e a história da Feira do Livro de Foz do Iguaçu. Ele participou da criação e organização da primeira edição do evento, realizada em 2005, mantendo desde então uma atuação ligada aos livros, à leitura e à promoção do conhecimento.

Professor, escritor, pesquisador e servidor público municipal efetivo da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, Waldson vive no município desde 2004. Sua relação com a literatura começou ainda na infância, no Rio Grande do Sul, quando frequentava diariamente a biblioteca da escola. Atualmente, mantém uma biblioteca pessoal com milhares de livros e preserva o hábito de leitura.

Sua formação acadêmica está ligada às áreas de educação, literatura, cultura e gestão pública. Waldson é mestre em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e mestrando em Literatura Comparada pela instituição. Também é graduado em Letras – Espanhol e Literaturas de Língua Espanhola, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e em Gestão Pública, pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Possui ainda pós-graduação em Políticas Públicas, pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR), além de formação técnica em Telecomunicações e outros estudos.

Antes de morar em Foz do Iguaçu, trabalhou no Grupo RBS, no Rio Grande do Sul, principalmente na área de rádio. Em 2004, mudou-se para o município a convite de Waldo Vieira para colaborar na implantação da editora Editares, onde atuou nas áreas de escrita e edição.

Em Foz do Iguaçu, Waldson também participou da criação da Academia de Letras de Foz do Iguaçu e esteve entre os responsáveis pela organização da primeira Feira do Livro, em 2005. A edição inicial reuniu nomes da literatura e da música e deu início à trajetória do evento, que posteriormente se consolidou como uma das iniciativas culturais do município.

Na literatura, publicou o livro Pandemia em Crônicas. Como pesquisador, desenvolve estudos relacionados à literatura, multiculturalismo, racismo, relações étnico-raciais, identidade haitiana, diáspora e literatura de mulheres negras. Entre as autoras presentes em seus estudos estão Carolina Maria de Jesus, Maya Angelou e Conceição Evaristo.

Sua atuação na literatura também inclui participação em feiras e festivais literários no Brasil e no exterior, mantendo contato com escritores, pesquisadores e leitores. A literatura negra e afro-brasileira ocupa espaço importante em sua trajetória de pesquisa e na formação de sua biblioteca pessoal, voltada à diversidade literária.

Ao longo de sua trajetória, Waldson também desenvolveu ações relacionadas ao incentivo à leitura e à valorização dos livros. Em sua perspectiva, a literatura está relacionada ao conhecimento, à formação, à diversidade e à possibilidade de conhecer diferentes culturas e realidades.

Segundo a portaria que oficializa a homenagem, a escolha considera a importância histórica da Feira do Livro para a formação de leitores, a valorização da cultura e o fortalecimento da identidade literária de Foz do Iguaçu. O documento também destaca a atuação de Waldson na promoção da literatura e da cultura no município.

A nomeação tem caráter honorífico e cultural e não estabelece vínculo funcional, remuneração, gratificação ou qualquer outra vantagem financeira. A homenagem será registrada oficialmente pela Fundação Cultural, com emissão de certificado ao homenageado.

A escolha de Waldson como Embaixador Honorífico da 21ª edição representa o reconhecimento de uma trajetória construída em torno dos livros, da leitura, da pesquisa e da cultura. A homenagem também retoma a história da própria Feira do Livro, iniciada em 2005 com a participação de um de seus criadores.

 

 

 

 

 

 

Foto Divulgação 
Da Redação – Almanaque Futuro