Paulo Mac Donald quebra o silêncio e anuncia pré-candidatura a deputado estadual
Por trás do anúncio do ex-prefeito, acende-se o debate sobre a urgência de Foz do Iguaçu e região ampliarem sua força e representatividade na Assembleia Legislativa.
Redação Almanaque Futuro
Depois de um longo período de mistério e silêncio absoluto sobre o seu futuro político no processo eleitoral deste ano, o ex-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi decidiu colocar o pé na disputa. Em publicação recente em suas redes sociais, Mac Donald confirmou o desejo de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP).
O anúncio causou forte repercussão nos bastidores e na comunidade local. Até então, o ex-prefeito vinha esquivando-se de especulações com respostas curtas e cautelosas: “É cedo. Se eu resolver, isso vai acontecer no final do prazo”. O prazo chegou, e a decisão mexeu com o tabuleiro político regional.
O desafio da fragmentação de votos
A entrada de Mac Donald ocorre em um cenário complexo. A lista de pré-candidatos em Foz do Iguaçu — tanto para a ALEP quanto para a Câmara Federal — desenha-se como uma das mais longas da história recente. Esse excesso de nomes aciona um sinal de alerta na sociedade e exige um exercício quase matemático do eleitorado. O grande temor é a pulverização de votos: quando muitos candidatos locais disputam o mesmo nicho, o voto se divide e a cidade corre o risco de não eleger ninguém. Não devemos esquecer que a cidade é muito procurada por postulantes de outras localidades.
Os candidatos, por sua vez, defendem-se argumentando que colocar o nome à disposição faz parte da estratégia de fortalecimento e das exigências de suas respectivas legendas partidárias.
Por que a representatividade nas Casas de Leis é vital?
A preocupação da comunidade não é em vão. A história recente prova que a presença de deputados legítimos e comprometidos com a base local nas Casas de Leis (ALEP e Câmara dos Deputados) não é uma questão de vaidade partidária, mas de sobrevivência econômica e social para os municípios.
Ter representantes locais no Legislativo significa ter voz direta na partilha do orçamento público, agilidade na liberação de emendas parlamentares e peso político para atrair investimentos em saúde, segurança, infraestrutura e turismo.
Foz do Iguaçu já amargou períodos de “apagão político”, ficando ausente dos grandes debates estaduais e federais por falta de bancada. A ausência de parlamentares da terra resulta, inevitavelmente, em isolamento institucional e perda de recursos para cidades vizinhas que souberam concentrar seus votos. Nas últimas legislaturas, a população testemunhou na prática que manter e ampliar essa representação é o único caminho para garantir que as demandas da fronteira sejam ouvidas e atendidas.
Otimismo versus Coeficiente
Atualmente, a cidade conta com três nomes em Brasília e apenas um em Curitiba. Apesar do receio da fragmentação, analistas mais otimistas apostam que o quociente eleitoral e a mobilização popular podem surpreender positivamente. A expectativa desse grupo é que a região consiga reter suas vagas na capital federal e ampliar para pelo menos mais duas cadeiras na capital do Paraná.
Diante dos desafios que o futuro reserva para o desenvolvimento regional, a torcida é para que os otimistas estejam certos. Foz do Iguaçu e o extremo oeste precisam, mais do que nunca, expandir suas fronteiras políticas dentro do parlamento.

