Seminário debate o enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes
São cerca de 300 participantes em dois dias de evento, que reúne autoridades e especialistas
Começou nesta quinta-feira (7), em Foz do Iguaçu, o I Seminário Regional de Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes. A iniciativa, que segue até sexta-feira (8), reúne cerca de 300 pessoas no auditório da Faculdade Descomplica UniAmérica. A ação faz parte do planejamento do Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes e Erradicação do Trabalho Infantil, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Rede Proteger, o Projeto Aprendiz Poesia, a Itaipu Binacional e outras instituições.
O seminário integra as ações do mês de mobilização pelo enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. “Estamos reunindo esses especialistas na infância e adolescência e, principalmente, no enfrentamento a essas violações de direitos contra a criança e o adolescente, para que nós possamos unificar todos os saberes, discutir e pensar respostas de forma conjunta e integrada. Essa é uma pauta sensível, mas ela precisa sempre ser enfrentada”, afirma o secretário de Assistência Social, Alex Thomazi.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) destaca a programação do evento. “São várias mesas redondas e palestras sobre a política de enfrentamento dessas violências, trazendo ênfase para o sistema de garantia de direitos. Cada um que faz parte desse sistema tem um papel importante para atingir a proteção integral preconizada na Constituição Federal”, conclui.
O representante do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), José Cláudio Pereira, comenta que o conteúdo debatido no seminário pode embasar políticas estaduais de enfrentamento e quanto esse é um tema amplo. “Hoje, temos o lado positivo e o lado negativo das mídias, isso é evidente. Mas, falando do lado negativo, temos a questão da violência psicológica que ocorre nesse meio. E, se a gente não sentar e discutir o que acontece em um discurso bem claro, bem transparente, nunca vamos conseguir enfrentar essa realidade. Então, os seminários e os eventos são para isso. Precisamos ouvir e depois levar para o plenário, para que possamos discutir e elaborar as nossas políticas estaduais”, afirma.
