Orlando Rodrigues revela o divino presente no cotidiano por meio da arte

Mais do que produzir telas, ele busca imprimir em cada obra uma identidade própria, um olhar que ultrapassa a estética e convida o público a mergulhar em narrativas carregadas de simbolismo, espiritualidade e emoção

Exposição “O Sagrado Feminino Masculino de Orlando Rodrigues” chega a Cascavel no dia 6 de agosto com obras que unem ancestralidade, simbolismo e um olhar sensível sobre a essência humana

Depois de 30 anos dedicados à pintura, o artista plástico Orlando Rodrigues vive um momento de consolidação de sua trajetória. Mais do que produzir telas, ele busca imprimir em cada obra uma identidade própria, um olhar que ultrapassa a estética e convida o público a mergulhar em narrativas carregadas de simbolismo, espiritualidade e emoção.

É essa perspectiva que estará no centro da exposição “O Sagrado Feminino Masculino de Orlando Rodrigues”, que será inaugurada no dia 6 de agosto, em Cascavel. A mostra marca uma nova etapa na carreira do artista ao reunir pinturas que exploram diferentes interpretações do divino presente nas pessoas, nas histórias e na vida cotidiana.

Mais do que uma coleção de quadros, a exposição propõe uma reflexão sobre os múltiplos aspectos da existência humana. O título sintetiza a essência do trabalho: apresentar o equilíbrio entre as energias feminina e masculina por meio de personagens, símbolos, figuras ancestrais e cenas que transitam entre o real e o imaginário.

Segundo Orlando, cada tela nasce de uma percepção muito particular sobre o mundo. “Essa exposição reúne várias versões, vários ângulos do divino presente no cotidiano, em histórias místicas e nas visões que tenho sobre o mundo. É um convite para que cada pessoa faça sua própria leitura dessas imagens”, afirma o artista.

Um olhar que transforma histórias em arte

Embora hoje tenha ampliado seus temas para paisagens e figuras masculinas, Orlando reconhece que sua maior inspiração continua sendo a mulher.
Ao longo da carreira, construiu uma produção marcada por retratos femininos que vão muito além da beleza estética. Suas personagens carregam memórias, ancestralidade, espiritualidade e força, tornando-se protagonistas de histórias que atravessam diferentes culturas e épocas.

Mulheres deusas, figuras míticas, personagens ancestrais e mulheres comuns aparecem lado a lado em suas telas, sempre representadas sob um olhar de respeito, admiração e sensibilidade.

Mesmo atendendo às demandas do mercado com uma linha comercial, o artista explica que, nos últimos anos, tem conseguido inserir sua própria assinatura em cada obra, desenvolvendo uma linguagem cada vez mais autoral.
“Ainda produzo trabalhos voltados ao mercado, mas procuro colocar em cada tela a minha visão, o meu olhar. É isso que faz a diferença e que torna cada pintura única.”

Exposição celebra os 25 anos da SENAP

A mostra será realizada na CENAP, instituição voltada à educação e à qualificação profissional, que neste ano celebra 25 anos de atuação. O convite partiu da fundadora da instituição, Vanda Scopel admiradora do trabalho de Orlando há muitos anos e colecionadora de dezenas de suas obras.

A relação construída ao longo do tempo tornou natural o convite para que o artista fosse o protagonista das comemorações culturais da instituição.

A exposição permanecerá aberta ao público durante aproximadamente uma semana, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto uma produção que combina técnica, sensibilidade e simbolismo.

Para Orlando, expor em Cascavel tem um significado especial. “Fiquei muito feliz quando recebi esse convite. Tenho um carinho enorme por Cascavel e vejo essa exposição como uma oportunidade de apresentar meu trabalho a um novo público. É uma cidade pela qual tenho verdadeira paixão.”

Ao reunir arte, espiritualidade, memória e cotidiano, “O Sagrado Feminino Masculino de Orlando Rodrigues” convida o visitante a ir além da contemplação estética. Cada tela propõe uma experiência de interpretação, onde o sagrado deixa de estar apenas no imaginário e passa a se revelar nos gestos, nas pessoas, nas histórias e nas diferentes formas de enxergar o mundo. É justamente esse olhar singular que faz da mostra um convite para refletir sobre a beleza da existência e sobre as múltiplas expressões do humano presentes na arte.