Reta final de campanhas: o clímax e a espera por milagres
Com trackings aquecidos, apostas na experiência local e busca pelo voto útil, Foz do Iguaçu vive dias decisivos para tentar garantir representatividade em Curitiba e Brasília.
Vamos pensar
Apesar da enxurrada de candidatos e do grande número de “estrangeiros” fazendo campanha em Foz — alguns apoiados por autoridades locais —, é possível que vagas sejam asseguradas nas duas casas, em Brasília e Curitiba. Se o eleitor mantiver o foco na importância de representantes locais, haverá pelo menos dois deputados estaduais eleitos e um federal. Ao passo que a representatividade pode aumentar na ALEP, corre o risco de diminuir na Câmara Federal.
Qual a marca da bola de cristal?
As agremiações partidárias, coligações, grandes empresas e interessados de modo geral no terreno da política eleitoral realizam os chamados trackings — um nome bonito para levantamentos e prévias, algo nada fácil de executar. Como essas pesquisas não possuem registro no TSE, é proibido divulgá-las. Um tracking para deputados estaduais e federais obedece à ordem das coligações e a quantas vagas cada uma pode assumir. São números hipotéticos, mas as metodologias parecem imprimir resultados similares, com pouca divergência entre si. O Corvo viu três levantamentos no final de semana. A disputa parece briga de foice no escuro, jogo bruto, mas foi interessante ver nomes de iguaçuenses bem colocados. Poucos, mas há. Na segunda-feira saberemos se os números eram de fato sérios.
Hora de decidir
Ouvindo as pessoas na rua, parece que finalmente começou a soprar um vento de preocupação, o que ajuda a potencializar o processo e vitaminar o voto útil. Se o povo está conversando sobre política, já é um grande avanço. A maioria afirma que “não vai desperdiçar” o voto e, para isso, o remédio é valorizar quem possui chances reais. Outro ponto interessante é a preocupação em escolher candidatos com experiência na gestão pública: gente que conhece o mapa da mina e não perderá tempo tentando descobrir como as coisas funcionam. Noviços em mandato levam metade do tempo só aprendendo a rotina das Casas de Leis.
A festa dos conhecidos
Começando pelos candidatos a deputado estadual, a experiência na política parece estar nas ruas. Gente com mais “anos de janela” arrasta multidões, como fazem Paulo Mac Donald, Matheus Vermelho e Deoclecio Duarte. Este último usa até um trio elétrico! Ricardinho, Sidnei Prestes, Cabo Cassol e Fernando Duso também espalharam materiais em pontos estratégicos da cidade.
Aqui e lá
Ao menos os candidatos que disponibilizam a agenda e realizam um trabalho de assessoria eficiente demonstram saber dividir o tempo na microrregião. Paulo Mac Donald, por exemplo, desloca-se em parte do dia até as cidades mais próximas, no máximo indo até Cascavel. Ele mantém uma equipe bastante ativa na Grande Curitiba, onde a campanha está nas mãos de velhos amigos — gente que dividiu a sala de aula com ele nos tempos do Colégio Militar (e põe tempo nisso!). Vira e mexe, aparece alguém nas redes sociais contando histórias com o ex-prefeito. Já o concorrente Deoclécio, inclusive na mesma coligação, atua em uma linha entre o Sudoeste e o Norte do Estado, indo e vindo constantemente. Matheus Vermelho faz o roteiro do pai e se dá bem: no fim das contas economiza, vai na cola dos churrascos e ainda belisca uma fatia de bolo de fubá nos finais de tarde.
Prestação de contas
Vale aqui uma nota sobre a saia justa de quem cumpre mandato. Tanto Matheus quanto Vermelho vivem prestando contas, porque o povo cobra onde os recursos foram destinados e aplicados. Vermelho, mesmo dono de boa memória, carrega uma listinha no bolso, afinal atuou em favor de vários municípios. O volume de recursos não foi pequeno, inclusive para Foz do Iguaçu. Quem faz oposição sempre desdenha e acha pouco, mas não foi. Não é segredo para ninguém que a luta pela manutenção da cadeira é sempre muito mais complicada do que se pensa.
Finaleira
Chegamos à reta final das campanhas e, por isso, o último final de semana foi agitado — um literal festerê democrático. O jogo começará a endurecer conforme o rito do TSE. Haja preparo emocional para a choradeira na noite de domingo com a divulgação dos resultados!
Só faltava isso
Uma guerra santa! E foram balançar justo o andor da Padroeira? Deixem a Santinha em paz, contando apenas que ela ore por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!
Espaço Aberto
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