Peculiaridades sobre vários candidatos por Foz do Iguaçu
Estes e outros detalhes estão em evidência na coluna do Corvo desta sexta-feira, com validade até o domingo.
Rogério Bonato
“Por um punhado de dólares”
Associar os nomes de filmes à política deu mais do que certo, a coluna bombou. Não vamos aqui desprestigiar o cinema brasileiro quando o título “Vai Trabalhar Vagabundo” encaixa como luva em muitas situações. Eu mesmo conheço figuras no processo que jamais, em tempo algum, experimentaram o batente ou tarefas exercidas pela maioria expressiva dos brasileiros. Ou tentam se eleger, perpetuamente, ou se penduram em assessorias, quando não é na teta pública, arguindo a votação pífia, entre 100 a 200 votos. “Sou suplente”, batem no peito. Que situação…
“O Benfeitor”
Há quem adore bancar o salvador da pátria em terreno alheio. “Vou votar no cara de outra cidade porque ele garante que vai fazer melhor que os daqui”. Esse “certificado de garantia” nunca me convenceu. E precisamos prestar atenção para não cometer injustiças. Nas eleições surgem dezenas de benfeitores, mas aposto que nenhum lembrou de ligar no dia do seu aniversário ou, em algum momento, perguntou sobre a sua família. O que vejo são fiascos, isso sim. “Como vai a sua mãezinha querida?”, pergunta o candidato. “Morreu faz dez anos”, responde o eleitor. “Sua esposa vai bem?” é a indagação clássica, que não combina nada com “me divorciei faz 15 anos”. C’est la vie!
“Apertem os cintos, o piloto sumiu”
Pois é. Lembro bem das eleições nos tempos de vários prefeitos, sobretudo os que apostavam em gente da cidade para a ALEP e Câmara Federal. E o que será que aconteceu para a situação afrouxar tanto? Dizem que é falta de identidade com as querências iguaçuenses. Mas o fato é que nunca vi tantos banners balançando com as fotos de candidatos “estrangeiros”. Pior: eles fazem dobradinha com gente da cidade, na cara dura. Não seria natural aceitarem isso tão naturalmente. E por que isso acontece? Acontece quando não há articulação, falta respeito e literalmente acreditam que “santo de casa não faz milagres”. Aí é mesmo o fim da picada. É quando o conchavo político fala mais alto que as necessidades da cidade.
Confusãozinha aceitável
Acabou o exercício para os cineastas de arquibancada. A propósito, alguém enviou mensagem para este colunista: “Corvo, você anda muito ‘cinófilo’ ultimamente, vive nas telonas”. Bom, a cinofilia é para quem gosta de cachorros. “Cinéfilo” é quem gosta de cinema. Mas, na real, este colunista pode ser chamado das duas maneiras: mantém a matilha e a cinemateca com o mesmo vigor.
Papo reto
Alguns devotos do Paulo Mac Donald Ghisi têm reclamado das brincadeiras deste colunista ao chamá-lo frequentemente de Paulo Mac Lanche Feliz. Ficariam felizes se este intrépido escrevinhador o nominasse como Big Mac, e ele, pessoalmente, ficaria muito se fosse um McNífico. Outra reclamação frequente é por causa do “chinelão”. Acontece que é bem mais fácil do que escrever “Crocs”. Mas vamos aqui fazer um reparo: o Mac Crocs abandonou o modelo de calçado — que, aliás, ele usava com meias nas caminhadas pelos bairros. Pensa no estado da meia? A coordenação do candidato explicou que, pelo momento primaveril, ele optou pelos docksiders ou boat shoes. Segundo um vizinho, dona Elenice obriga o Mac a deixar os calçados do lado de fora do edifício onde mora, tamanho o chulé. Há pantufas de plantão na recepção.
Enquanto isso, no Meira Harbor…
Sim, Paulo realizou carreata no Porto Meira, na manhã da última quinta-feira. Foi um fuzuê, garantem. O curioso é que alguns comerciantes locais não baixaram as portas, a exemplo de outras manifestações mais parecidas com cortejos fúnebres. Isso tem uma lógica matemática: se o número de candidatos é tão volumoso, é natural que alguns não reúnam simpatizantes. Mas voltando ao ato do Mac, levaram garrafas e bacias d’água na caminhonete, ao lado do candidato, para matar a sede e recolher as lágrimas. Paulo anda muito emotivo de uns tempos para cá. Chora facilmente e a turma em redor choraminga junto, fazendo coro. A carreata lava a rua, barbaridade! A assessoria de comunicação enviou um vídeo de uma senhorinha correndo ao lado do veículo onde estava o candidato, aplaudindo e enxugando as lágrimas na camiseta. O Corvo parou de assistir pela metade para não sofrer um surto emocional durante o final de semana!
Ricardinho e o palanque
Na luta por uma vaga na ALEP, o vice-prefeito Ricardinho mantém alguns aparentes bolsões na área Sul, e isso se dá graças à sua influente presença no setor da fé. Ele não diminuiu em nada – pelo contrário – o fervor ecumênico, apoiado por congregações cristãs, católicas e também evangélicas. Todo mundo vai para cima do palanque. Olhando os banners e a propaganda eleitoral, Ricardinho faz dobradinha com uma penca de candidatos da cidade e de fora também. Se o Chico Brasileiro, que é do mesmo partido, não divide o cartaz, preenche a mesma calçada. A dupla está espalhada ao longo das principais vias da cidade e em todos os bairros. Quem não é muito frequente na campanha dos dois é o General Silva e Luna. Ele ainda deve conservar o rito do aquartelamento, onde gente de farda deve ficar longe do povo das campanhas. Vai precisar de uma adaptação se a ideia é seguir na política.
Moro e o Codefoz
Sergio Moro deu as caras, explicou a toada de campanha e se mostrou lá um tanto confiante em liquidar a fatura no primeiro turno. Olhando as fotos da peregrinação fronteiriça, deu para ver o General Silva e Luna, a dupla Vermelho pai & filho (de boné), Paulo De Brito e vários vereadores, incluindo os candidatos declarados de direita. Foi uma ocasião quase única em que os integrantes do PL (e partidos aliados) apareceram juntos e misturados. Se conversaram, aí é outra situação. Também havia secretários da administração e gente que ocupa cargos nas entidades que compõem o CODEFOZ; é um erro avaliar que todos lá estavam em campanha. Analisando o espaço da plateia, é possível avaliar que ele já esteve bem mais ocupado em eventos recentes. Contaram para este Corvo que deu coceira em muita gente ligada ao Ratinho em comparecer ao evento ontem. Alguns foram disfarçados em missão empresarial.
Dona Rosângela
A esposa do ex-juiz exerce o mandato de deputada federal pelo Estado de São Paulo, mas trocou o domicílio para disputar a eleição deste ano. Nos últimos dias, ela manteve extensa agenda em Foz. Difícil era saber qual a dela: se falava como primeira-dama, caso o maridão se dê bem nas eleições, ou como parlamentar. E como isso será, também é difícil de saber.
Esquerda de fora?
Não, de jeito algum. Este colunista deu em primeira mão (em edição extraordinária) a notícia sobre a “lulada” geral na casa do Ênio Verri. O que acontece é que a petezada não envia informação. Aliás, o Corvo tem visto muito a esquerda no emaranhado de santinhos espalhados pelas calçadas e jardins. Mas vamos fazer justiça: o universo político todo multicolore os passadiços públicos e privados. “Se é para ser esculhambada por esse passarinho nojento, é melhor nem aparecer na coluna dele”, teria desabafado uma candidata. Não é assim que pensam Valentina e Yasmin(fazendo dupla com Zeca Dirceu): disseram que não se importam nem um pouco com as críticas do Corvo; elas agradecem, diga-se.
Aírton e a barba!
Diz a lenda que o candidato a deputado federal Aírton José por pouco não aparece de cara limpa nas ruas. Enquanto aparava as madeixas faciais, o barbeiro teria se empolgado tanto que talhou um lado mais do que deveria. A pluma do queixo ficou muito rente e, para combinar, o restante precisou ser aparado. O candidato levou na esportiva e saiu no lucro, porque o profissional, diante do susto, acabou não cobrando pelo serviço. Aírton, como os demais, participa dos rodízios nas empresas de Foz e cidades da região. Um candidato entra e outro sai, e é normal até se encontrarem em recepções de hotéis e restaurantes. Esses dias se juntaram para almoçar.
Vermelho ficou roxo
Outro que levou um baita susto ao dar um tapa na aparência foi o deputado federal Vermelho. Na correria, ele pediu parada estratégica em um salão na cidade de Realeza. Queria fazer apenas um aparo no bigode, mas, quando se deu conta, o barbeiro estava com a tesoura bem próxima da cabeleira! Foi por pouco o estrago na capilaridade do homem. Vermelho não usa peruca, mas o “causo” fez lembrar uma passagem presenciada por este colunista durante uma visita a São Paulo, juntamente com o saudoso Anibal Abbate Soley. Depois de umas e outras em sofisticados bares da zona sul paulistana, Anibal, com uma garrafa de Monkey Shoulder debaixo do braço, resolveu aparar o cabelo para ir votar na escolha do presidente do Corinthians. Foi o candidato Vicente Matheus em pessoa quem sugeriu o salão de sua preferência, nos arredores do Parque São Jorge. Seu Júlio, dono do salão, afiava a navalha quando chegamos e, claro, aceitou umas doses do famoso uísque. O resultado não foi dos melhores: Anibal saiu com a peruca picotada, com as redinhas laterais expostas. Esqueceu-se de avisar sobre a prótese importada da França. Para encerrar sobre o “Red”: um doce para quem acertar a quilometragem rodada por ele nos últimos 30 dias. Dizem que daria uma volta no planeta.
O meme da semana!
Não é segredo que Deoclecio Duarte é um próspero empresário de Foz do Iguaçu no setor de engenharia civil e mantém negócios especializados em pinturas de sinalização. Ele fez uma visita a um hotel no centro da cidade e, quando voltou, seu automóvel estava todo lambiscado com tinta asfáltica amarelo-manga! Definitivamente não combinou com o possante. Imaginou que a arte teria sido obra de funcionários de algum parceiro, mas qual o quê! Foi vítima da concorrência? Mas, aqui entre nós, os funcionários das empreiteiras, mesmo se fossem cabos eleitorais de outros candidatos, não iriam adivinhar quem era o dono do veículo, não é? Foi pura casualidade, isso sim!
Sempre acontece com as mulheres
Por algum motivo, a fonte do Corvo não revelou o nome da candidata, mas a informação dá conta de que, durante uma reunião em um Clube de Mães, um rato teria se revoltado com o discurso e se vingou dando voltas pelo salão! Pensa na gritaria! A candidata pulou em cima da mesa e usou uma cortina para se agarrar, como em filme de pirata! Por pouco não houve gente pisoteada, mas, para o alívio geral, o roedor conseguiu fugir ileso.
Espaço aberto
As informações descritas nesta impoluta coluna foram oferecidas por fontes fidedignas e que acompanham a corrida eleitoral. Se alguém souber de algo assim extraordinário e quiser contribuir com o imaginário político, por favor envie. O espaço está aberto para todos os nobres postulantes, conforme manda a Lei Eleitoral (Lei nº 9.504/1997). Já a Lei Geral de Imprensa e a própria Constituição Federal (Art. 5º, IX e XIV) asseguram o livre exercício da informação, com e sem humor.
