Covid-19 apresenta sinais de alta em cinco estados; Paraná também registra tendência de crescimento
Boletim da Fiocruz aponta aumento de casos graves em cinco unidades da Federação; no Paraná, há crescimento de notificações de síndrome gripal, mas o nível de atividade permanece baixo.
O monitoramento da Covid-19 voltou a indicar sinais de crescimento de casos graves em cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os dados constam no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com informações até a semana epidemiológica de 31 de outubro.
Apesar dos sinais de aumento, a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à Covid-19 permanece baixa em quatro dessas localidades: Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Mato Grosso apresenta situação de maior atenção, com incidência de SRAG em nível de alerta ou risco e tendência de crescimento.
Paraná também tem tendência de crescimento
Embora não esteja entre os cinco estados apontados pelo boletim com sinais de aumento de casos graves de Covid-19, o Paraná aparece no levantamento com crescimento das notificações de síndrome gripal causada pelo coronavírus nas últimas seis semanas.
O informe do Ministério da Saúde classifica, porém, a atividade de síndrome gripal por Covid-19 como de baixo risco em todos os estados. Portanto, a tendência de crescimento das notificações no Paraná não significa que o estado esteja em situação de alerta para hospitalizações pela doença.
O boletim também identificou crescimento de casos graves associados ao metapneumovírus em diferentes regiões do país, incluindo o Paraná. Esse vírus pode provocar infecções respiratórias e merece atenção, especialmente entre crianças pequenas e pessoas mais vulneráveis.
Mais de 118 mil notificações de Covid-19 em 2026
Até a semana epidemiológica 43, o Brasil havia registrado 118.851 casos de síndrome gripal por Covid-19 em 2026. Os modelos epidemiológicos apontaram tendência crescente nas notificações nacionais nas seis semanas anteriores.
Na vigilância laboratorial, a taxa nacional de positividade dos exames RT-PCR para SARS-CoV-2 chegou a 0,80% na semana analisada, indicando aumento em relação às semanas anteriores.
O cenário geral das síndromes respiratórias, entretanto, apresenta tendência de queda dos casos de SRAG no país. O boletim ressalta que os casos graves de Covid-19 continuam em níveis baixos de incidência no conjunto nacional.
Vacinação continua sendo a principal proteção
A Fiocruz reforça que a vacinação é a principal medida para prevenir formas graves da Covid-19, internações e mortes. A recomendação é que pessoas pertencentes aos grupos prioritários mantenham o esquema vacinal atualizado, conforme as orientações do Ministério da Saúde.
Idosos, pessoas imunocomprometidas e pacientes com condições de saúde que aumentam o risco de complicações devem ter atenção especial às recomendações de imunização e procurar atendimento médico diante de sintomas ou agravamento do quadro respiratório.
O boletim não apresenta, nessa divulgação, um recorte específico de casos graves de Covid-19 para Foz do Iguaçu. Por isso, os dados nacionais e estaduais não devem ser interpretados como confirmação de aumento de internações no município.
Crédito Imagem Tony Winston/Agência Brasília
Da Redação Almanaque Futuro