Mercado Barrageiro concorre a prêmio internacional e recebe votos até quarta-feira (21)

Único representante brasileiro na categoria de impacto comunitário da premiação, iniciativa de Foz do Iguaçu conta com o apoio do público para conquistar o prêmio

Mais de 900 mil visitantes já passaram pelo Mercado Barrageiro ao longo de dois anos e aproveitaram o espaço de cultura na cidade – Foto: Kiko Sierich/Itaipu Parquetec

A proposta de criar um Mercado Público em Foz do Iguaçu ia muito além de oferecer um espaço comercial. Nos últimos dois anos, a iniciativa promoveu o encontro de mais de 900 mil visitantes e levou o Mercado Barrageiro a ser o único representante brasileiro indicado na categoria de impacto comunitário do World Sustainable Travel & Hospitality Awards (WSTHA) 2026 – um dos principais reconhecimentos do setor e que está com votações abertas para selecionar o vencedor por meio de voto popular.

A votação termina nesta quarta-feira, 21, e o público pode apoiar a iniciativa brasileira, gerida pela Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec, na página oficial da premiação: https://wstha.com/award/world-leading-community-impact-initiative/2026.

“Convidamos moradores de Foz do Iguaçu e de todo o Brasil a participar dessa votação e apoiar o Mercado Barrageiro. Essa indicação internacional reconhece uma iniciativa que valoriza a cultura da nossa região. Queremos mostrar como o turismo pode gerar oportunidades e benefícios para a comunidade”, frisou Yuri Benites, diretor de Turismo do Itaipu Parquetec.

O voto de profissionais dos setores de turismo e hospitalidade contam em dobro, desde que cumpram os critérios estabelecidos pelo WSTHA. Para que o voto seja validado como Industry Vote, é necessário utilizar um e-mail corporativo, preencher os dados profissionais solicitados e votar em pelo menos duas categorias.

Impacto em Foz do Iguaçu

Entre as ações avaliadas está o Circuito Cultural, estruturado a partir de um edital público de credenciamento que reúne mais de 150 artistas inscritos e já viabilizou mais de 350 apresentações gratuitas para os visitantes.

A cantora Manu Cândido encontrou no Mercado Barrageiro a oportunidade de ampliar o reconhecimento local como artista

Mineira de nascimento, mas com raízes artísticas em Foz do Iguaçu, a cantora Manu Candido, credenciada no Circuito Cultural, destaca a estrutura oferecida pelo Mercado Barrageiro aos artistas. “Sinceramente, nunca vi em outras capitais onde morei um espaço que oportuniza aos músicos bons cachês, equipamentos de ponta, profissionais qualificados e que inclui todos os gêneros musicais”, afirma.

No Mercado, a cantora já se apresentou em diferentes formatos musicais e percebeu maior reconhecimento de seu trabalho, além de novas oportunidades de desenvolvimento artístico.

Espaço de valorização dos saberes locais

Além da música, o Mercado Barrageiro abre espaço para produtores locais e artistas de diferentes áreas. O público pode conhecer o trabalho de cooperativas e associações que contam com boxes sociais para comercializar produtos artesanais e alimentos da agricultura familiar.

Ao todo, cerca de 900 produtores, artesãos e famílias têm ligação com as atividades do espaço, que aproxima a produção local dos moradores e turistas, como é o caso do trabalho do Ponto de Mãe, viabilizado por meio da Associação dos Clubes de Mães, que reúne mulheres dedicadas ao artesanato e à economia solidária em um ateliê dentro do Mercado.

Ilma Ribeiro destaca a oportunidade mostrar as produções de artesãs locais em um espaço fixo no Mercado Barrageiro – Foto: Nádia Oliveira/Itaipu Parquetec

Segundo Ilma Ribeiro, presidente da associação, antes do Mercado Barrageiro as oficinas promovidas pelo grupo aconteciam de forma esporádica, devido à falta de estrutura, espaços adequados e divulgação. Com o espaço fixo, a associação passou a contar com uma programação contínua e um espaço para apresentar seu trabalho a moradores e turistas.

“O Mercado Barrageiro foi um grande megafone para a nossa associação. O trabalho das nossas mães ganhou visibilidade e passou a ser reconhecido pelo seu valor econômico e social. Ver moradores e turistas parando, admirando e valorizando cada peça mudou tudo. O artesanato deixou de ser visto pelos outros como um simples ‘passatempo de dona de casa’ e ganhou o respeito que tem hoje”, completa.

 

 

 

Assessoria