Museu da Imprensa relembra histórica cheia do Rio Paraná de 1983 em Foz do Iguaçu

Acervo digital resgata reportagens da época que documentaram o drama humano, o impacto nas comunidades ribeirinhas e a submersão de pontos tradicionais da cidade.

“Foz do Iguaçu nunca viu coisa igual: esta é uma das maiores cheias dos últimos tempos do Rio Paraná.” Com essas palavras, o jornal Nosso Tempo registrava, em junho de 1983, uma das maiores catástrofes ambientais e sociais da história do município. A memória desse episódio marcante foi resgatada e disponibilizada ao público pelo Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu.

Naquele período, o volume das águas subiu dezenas de metros acima do normal, provocando o represamento de rios urbanos e deixando centenas de moradores desabrigados. As regiões mais baixas e vulneráveis — como as comunidades da Vila Monsenhor Guilherme, Marinha, Boicy, Monjolo e arredores do Cemitério — sofreram os impactos mais severos, com dezenas de moradias sendo encobertas ou levadas pela correnteza.

O avanço implacável do “Paranazão” também atingiu marcos e empreendimentos locais, submergindo estruturas como uma serraria próxima à Ponte da Amizade, depósitos de areia e o Cataratas Iate Clube. Reportagens e relatos da época eternizaram a angústia de famílias que perderam seus lares e precisaram buscar abrigo improvisado.

Comprometido com a preservação da identidade local, o Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu mantém um acervo digital gratuito com cerca de 20 mil documentos em PDF vindos de 21 jornais editados na cidade desde 1953, permitindo que novas gerações conheçam e compreendam a trajetória de Foz.

 

 

 

Crédito Imagem Divulgação
Da Redação Almanaque Futuro