Foz do Iguaçu, bagunça, sujeira, trocadilhos e metáforas.

É o que nos apresenta a coluna do Coluna do Corvo, assinada pelo Rogério Bonato, para esta segunda-feira!

Que venha a Prima Vera!

O trocadilho é válido na distração da atualidade. A esposa diz ao marido desantenado: “A Primavera chega hoje”. E ele, ao celular, apostando nas bets, quer saber: “Ih, veio cedo! E onde é que a linguaruda vai dormir desta vez?”. O fato é que a chegada da estação das flores antigamente era muito festejada, porque era quando abriam as piscinas dos clubes (com exame de frieira), o frio se despedia, havia festas nas escolas, desfiles… Tudo sem a confusão na cabeça de quem possui uma prima chamada Vera. Aos que não sabem, o nome vem do latim primo vere, que significa “primeiro verão”.

Emporcalhação

Não me canso de repetir: não voto em candidato que espalha santinhos nas calçadas e enfia a propaganda até nas portinholas de luz e água. Uma vergonha! Meu jardim está um horror! No lugar de admirar as flores que se antecipam, como azaleias, hibiscos e orquídeas, damos de cara com essa turma, em boa parte, desconhecida. Santinho é o tipo de informação que não faz mais a cabeça da maioria. Pelo contrário, é objeto de divulgação negativo, fora da curva quando o assunto é meio ambiente. Lamentável.

Ratinho e a fauna local

O governador passou por Foz e colocou a cara ao lado de uma porção de aliados — gente que, afinal, ajuda a puxar votos para o Sandro Alex, candidato à sucessão, mas que até o momento enfrenta apenas o Requião “Júnior”, ou melhor, o Filho. A esta altura, quem apostava na ida dos dois para o segundo turno, deixando Moro fora da disputa, anda revendo seriamente os conceitos políticos e eleitorais. Aliás, há figuras de centro-esquerda com tal nível de incredulidade que já “mouraram” de vez. Mas calma, ainda faltam 13 dias para o primeiro turno da eleição e 34 para o segundo turno. Muita coisa pode acontecer.

Maomé ou a montanha?

Os analistas nem precisam coçar muito a cabeça para descobrir se foi o Ratinho que procurou os candidatos locais ou se foram eles que pediram o governador na foto. Bom, ao que se sabe, foi uma providência de Sandro Alex em pessoa, porque uma coisa é aparecerem bonitos na foto, mas, se forem olhar a radiografia de uns e outros… estaria feita a tragédia.

Eu vi

Do lado de Ratinho e de sua máquina com as bielas rangendo, apareceram nas redes sociais Deoclécio Duarte e Paulo Mac Donald Ghisi e, claro, papagaios de pirata de todas as cores — até quem andou “lulando” recentemente, mas isso faz parte. Se outros também aproveitaram a carona com o governador, aí já não sei, porque simplesmente não vi.

The Flash

Deoclécio, segundo a assessoria, está percorrendo mais de 100 municípios, vive na estrada e aparece com tanta rapidez entre uma cidade e outra que isso nos faz pensar: ou possui um helicóptero enrustido ou arranjou sósia, clone ou um robô humanoide, tralhado à sua imagem. Está fazendo o que manda o figurino, porque apenas votos domiciliares não fazem a diferença, a não ser que ocorra um fenômeno.

Chinelão turbinado

E o Paulo deveria acrescentar “Benevolente” ao sobrenome de lanchonete. Ao que parece, fez as pazes com muita gente, sobretudo depois da presepada que o Ratinho lhe aprontou nas eleições municipais, roendo a corda em favor do General. Foi uma bar-ba-ri-da-de! Mac tem sido cada dia mais visto com gente ligada ao governo. Esperto, aparece no material de campanha fazendo dobradinha com Alexandre Curi, candidato ao Senado da República. Agora, o que ninguém esperava era vê-lo de braços dados com seu ex-arquinimigo Chico Brasileiro! O impacto é o inimaginável, do tipo o Batman fazer as pazes com o Coringa.

Quo vadis?

A turma pergunta: qual é a do Mac? Ele está testando o potencial de voto, o eleitorado, a fidelidade do povo frente às coisas boas que fez e que marcaram? Caso se eleja, deixará a ALEP para se candidatar a prefeito? Está fazendo isso para manter as relações e o sangue circulando nas veias da política? Eu escrevo que é tudo isso e mais um pouco. Paulo é o tipo de ser que tremilica de ansiedade só de escutar a palavra “eleição”. Isso nunca vai sair dele. E como pode? Quem o procura pergunta se largará a cadeira de deputado pela prefeitura, e ele diz de boca cheia que sim!

Cultivo das relações

Dizem os entendidos que o Paulo deveria fortalecer os acordos para depois se candidatar a prefeito de novo. Mas, como ele mesmo diz, “algo há”. Aqui entre nós, sabemos que, mesmo costurando as melhores conversas, nunca se está livre de levar uma facada bem no meio das costas. Alguém disse a este colunista que o ex-prefeito tem trabalhado bastante na Capital e em povoações nos arredores de Foz. Vai que rola? Dois anos é tempo suficiente para renovar laços políticos; ele mesmo está provando que isso é possível. No mais, todo mundo conhece a força eleitoral do Mac e o bom é não enfrentar gente dessa natureza. Ele deve apostar nisso; se está certo, só o destino nos revelará em cores ou P&B.

Vermelhando

Outro que não sossega o pito e toma café com pão na banha, almoço, janta e ceia na estrada é o deputado Vermelho. A correria é tamanha que basta mandar uma mensagem para ele que a resposta é uma foto do estradão, com o pezão aparecendo no para-brisa, para comprovar a existência. Há um diferencial na campanha do Vermelho: correligionários, amigos e pessoas que simpatizam, organizam rodas de chimarrão, saraus e o convidam para um fogo de chão. Inevitavelmente, Vermelho troca o discurso pela trova. Taí algo para se discutir: onde ele é melhor? Trovando ou discursando? As vezes mistura e dá certo.

Semana Farroupilha

Como defensor das tradições gaúchas, Vermelho apresentou requerimento na Câmara dos Deputados para celebrar a Revolução Farroupilha, hoje laureada com um peso cultural inconteste. Como sabemos, há cerca de 300 Centros de Tradições Gaúchas espalhados pelo estado, praticamente um em cada cidade. Não faltam ximangos e maragatos no Paraná, barbaridade! No documento, o deputado federal Vermelho (PL) destaca a festividade ocorrida entre 14 e 20 de setembro. Bom, considerando a quantidade de eventos, Vermelho está com a barba engraxada de tocar gaita nas ripas de costela e rouco de tanto declamar. E decerto uns quilinhos a mais. O filhote Matheus pega carona, mas não declama nem “batatinha quando nasce, esparrama pelo chão…”. O curioso na mão dupla de pai e filho é que Vermelho aproxima os eleitores convencionais do filho e Matheus, por sua vez, insere o papi na rapaziada. Este colunista deve fazer um balanço das famílias na política em uma próxima edição. Vai render um artigo interessante.

Ecos de 2024

Lá pelas bandas do Palácio Cataratas, o pensamento é similar. A eleição de logo mais, em 4 de outubro, é uma baliza para avaliar a simpatia do povo com o governo municipal, porque, ao que se sabe, as filas de pedidos e visitas não diminuíram no gabinete do prefeito — pelo contrário. A agenda anda muito tumultuada, garantem. O candidato à ALEP apoiado pelo prefeito, o vice Ricardinho, faz dobradinhas com gente de várias frentes. Bom, na cabeça do político e na matemática dos votos, é melhor grudar em quem tem possibilidade.

Estrangeiros e assumidos

Ao que parece, a palavra “paraquedista” está aos poucos sendo banida dos jargões eleitorais, até porque os candidatos de Foz praticam o salto em muitas cidades, em quase todas as regiões do Estado. Mas o que há é muita gente se aproveitando da indiferença do eleitor iguaçuense para nadar de braçada na cidade. Há inclusive associações apertando a mão, abraçando e beijando duplas de fora.

Primeiro e segundo pelotão

Ao mencionar o campo das “possibilidades”, os bons observadores já conseguem visualizar os que possuem chances de eleição. Isso está ajudando a mover uma onda positiva, porque, lá no fundo, o eleitor não é muito chegado a desperdiçar o voto. Se a consciência pegar para valer, há chances de Foz aumentar a bancada nas duas Casas de Leis. Caríssimos candidatos: se enviarem suas agendas e informações sobre as suas campanhas, este colunista faz questão de publicar. O que acontece é que a bola de cristal anda desativada temporariamente, porque, quando o assunto é eleição, não é possível praticar o esporte da adivinhação. Amanhã volto ao cenário, mencionando quem não foi mencionado! Inté!

 

Rogério Bonato analisará todos os candidatos.

 

Rogério Romano Bonato aproveita e emenda uma Nota da Redação: Esta coluna e este veículo de imprensa reiteram seu compromisso irrestrito com a legislação eleitoral vigente (Lei nº 9.504/1997 e Resoluções do TSE), pautando sua cobertura opinativa e jornalística pela responsabilidade legal, ética e pelo princípio da paridade de armas. Reafirmamos que nosso espaço editorial e informativo permanece integralmente aberto a todos os candidatos, partidos e coligações que desejarem veicular suas agendas, propostas e posicionamentos.