ABC completa 111 anos como parte da história de Foz do Iguaçu
Fundado em 12 de setembro de 1915, clube comemora aniversário neste sábado com homenagem a ex-presidentes antes de partida pelo Amadorzão
O ABC Futebol Clube completa 111 anos neste sábado (12), em uma trajetória que se confunde com a própria história de Foz do Iguaçu. Fundado pouco mais de um ano depois da emancipação político-administrativa do município, o clube atravessou diferentes fases da cidade e se tornou uma das instituições esportivas mais tradicionais da região.
“O ABC cresceu junto com Foz do Iguaçu, cidade que se consolidou e é referência regional”, afirma o ex-presidente do clube, Paulo Mac Donald Ghisi.
A história do ABC começou em 1915, quando a cidade ainda dava os primeiros passos. O primeiro campo funcionou em dois lotes na Rua Almirante Barroso, na região do antigo Capitão Bar. Entre 1926 e 1976, o clube manteve seu estádio em uma área que também marcou a vida de várias famílias iguaçuenses.
Em 1939, o ABC incorporou a Sociedade Teuto Brasileira. As cores originais eram preto e branco, substituídas pelo vermelho e branco em 1946. Mais tarde, o clube adquiriu a atual área, de aproximadamente 45 mil metros quadrados, na Avenida República Argentina, às margens do Rio Boicy.
Memória guardada
Parte dessa história foi reunida pelo ex-jogador e dirigente Carlos “Carlinhos” Samways, que completa 91 anos em novembro e tem 75 anos de ligação com o clube. Em um livro de memórias, ele reuniu fotografias, recortes e documentos históricos.
Entre as relíquias guardadas por Carlinhos estão a ata de fundação do ABC, entregue a ele em 1987 por um dos fundadores, Acácio Pedroso, e a camisa número 8 que utilizava quando jogava pelo clube na década de 1950.
O ABC também tem seu próprio hino, composto por Raul Quadros, músico, radialista, jogador e presidente do clube em 1966. A letra começa lembrando as cores vermelho e branco e as conquistas do time.
Futebol que marcou gerações
O clube fez parte de uma época em que o futebol ocupava um espaço importante na vida social de Foz. Flamengo, Vasco da Gama, Iguaçu, Guairacá, Industrial, Nacional e outros clubes ajudaram a formar a tradição esportiva da cidade.
Nas décadas de 1970 e 1980, jogadores como Breda, Mariano, Toninho, Maneco, Miltinho, Chirú, Pintado, Arturo, Mozart, Arturzinho, Roberto Fava, Marquardt, Desidério, Crispim e Paulão ficaram na memória dos torcedores. Alguns chegaram a atuar em grandes clubes brasileiros e até no exterior.
A história também permanece nas famílias. Durante décadas, o estádio do ABC foi espaço de moradia, trabalho, festas e encontros. A família da jornalista Natália Peres, por exemplo, viveu parte dessa história. Seu pai, José Gilberto Maciel, jogou como lateral pelo clube e era conhecido como “cavalinho do ABC”. A família chegou a morar no estádio, onde sua irmã Marlena nasceu.
Homenagem aos ex-presidentes
Para marcar os 111 anos, o ABC fará neste sábado uma cerimônia simples antes da partida pelo Amadorzão. O clube vai homenagear ex-presidentes que participaram de diferentes momentos de sua trajetória.
A celebração reforça a memória de uma instituição que atravessou gerações e acompanhou o crescimento de Foz do Iguaçu.
Depois de 111 anos, o ABC continua sendo mais do que um clube de futebol: é parte da história da cidade.
Assessoria
