Atendimento social nas UPAs preocupa Câmara de Foz do Iguaçu

O requerimento questiona se há apenas um assistente social que atende, em sistema de revezamento, nas duas UPAs de Foz

Quem chega a uma UPA em situação de vulnerabilidade pode precisar de mais do que atendimento médico. Orientação sobre direitos, encaminhamentos, acolhimento de familiares e suporte em casos de violência ou abandono também fazem parte do atendimento do Serviço Social. Em Foz do Iguaçu, porém, a estrutura disponível para esse trabalho está sendo questionada diante da informação de que apenas um assistente social estaria se revezando entre as duas UPAs da cidade. O documento, que aguarda resposta da Prefeitura, tem como principal objetivo verificar a situação do quadro de profissionais nas UPAs.

O requerimento n° 611/2026 também questiona se há atendimento de Serviço Social durante 24 horas nas unidades e qual fluxo de atendimento é adotado quando não há um assistente social disponível.

Quais são as medidas adotadas para garantir o atendimento contínuo?

Para compreender melhor a realidade do serviço e a composição da equipe, o documento questiona ainda se existe um estudo técnico que estabeleça o número ideal de assistentes sociais para as duas UPAs. Também são solicitadas informações sobre a quantidade de cargos vagos e a avaliação da Secretaria Municipal de Saúde quanto à suficiência da estrutura atual.

O requerimento pergunta, ainda, se, na definição da estrutura do serviço, são consideradas recomendações do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), do Ministério Público e do Conselho Municipal de Saúde.

E como fica a questão das pessoas em situação de vulnerabilidade?

Outro ponto de atenção são os protocolos adotados diante de situações que exigem acompanhamento e encaminhamento especializado. O requerimento solicita informações sobre os procedimentos utilizados nos casos de violência doméstica e sexual, envolvendo crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, pacientes sem identificação, abandono e necessidade de acolhimento institucional.

A resposta da Prefeitura deverá esclarecer não apenas como está organizado o quadro de profissionais, mas também quais medidas são adotadas para assegurar que pacientes e familiares tenham acesso ao atendimento social necessário, inclusive nos períodos em que não houver um assistente social presencialmente nas unidades.

Fonte: Câmara de Foz.