Quando a comemoração vira sofrimento

*Por Eliane Luiza Schaefer_

Em poucos minutos, o barulho dos fogos transformou a alegria de um jogo em desespero para muitos animais. Cachorros correram assustados pelas ruas, alguns foram atropelados, outros ficaram feridos, tremendo e sem direção por causa do foguetório intenso.
Mesmo em tempos de Copa do Mundo, é preciso falar sobre empatia e humanidade. Comemorar não pode significar colocar vidas em risco. Para os animais, os estampidos não são festa: são medo, pânico e sofrimento.
A celebração pode existir sem violência sonora. Fogos silenciosos e alternativas visuais já mostram que é possível festejar com responsabilidade, respeitando idosos, crianças, pessoas sensíveis ao barulho e, principalmente, os animais.
Também é urgente que a fiscalização seja mais efetiva. Onde há leis que proíbem fogos com estampido, elas precisam sair do papel. Diversão não pode estar acima da vida