Foz do Iguaçu vive primeiro semestre com grandes eventos, efervescência cultural e inclusão social
Fundação Cultural promoveu carnaval, feiras, oficinas e projetos artísticos em todas as regiões; encerramento do período é coroado com a preparação da 46ª Fartal no formato de grande arraial junino no CTG Charrua.
Redação Almanaque Futuro
Os primeiros seis meses de 2026 foram marcados por uma intensa e vibrante agenda cultural em Foz do Iguaçu. Por meio de eventos populares, ações educativas, projetos artísticos e celebrações multiculturais promovidas pela Fundação Cultural, milhares de pessoas ocuparam diversos espaços públicos da cidade ao longo dos primeiros seis meses do ano. Essa mobilização fortaleceu o acesso democrático à cultura, impulsionou o turismo local e garantiu uma importante vitrine para a valorização dos artistas da região.
O pontapé inicial dos grandes eventos deu-se com o Foz Folia 2026, realizado entre os dias 13 e 17 de fevereiro na Avenida JK. Com mais de 40 atrações, o carnaval iguaçuense reuniu blocos, marchinhas, samba, pagode, forró e shows nacionais, atraindo famílias, jovens e idosos. O evento manteve vivas as tradições locais com a participação da Charanga da Yolanda e a emblemática Canja do Galo Inácio, que celebrou 25 anos unindo música e solidariedade. A diversidade da Tríplice Fronteira também ganhou protagonismo no período: as comemorações do Ano Novo Lunar trouxeram apresentações orientais para o centro urbano, enquanto a Festa do Povo Paraguaio celebrou a integração cultural com música, dança folclórica e gastronomia na Praça da Paz.
No cotidiano dos bairros, as feiras culturais foram o grande destaque, com edições especiais da Feirinha da JK voltadas ao artesanato e entretenimento familiar. Entre os marcos do semestre, destacaram-se a feira em homenagem ao Dia da Mulher e as celebrações dos 110 anos da histórica passagem de Santos Dumont por Foz do Iguaçu, que contaram com exposições e atividades históricas. Paralelamente, a Fundação ampliou os incentivos literários por meio do projeto Hora da História e das bancas de troca gratuita de livros na Praça Getúlio Vargas.
Formação artística e investimentos
No campo da formação e capacitação cultural, o município abriu novas fronteiras em 2026 com oficinas gratuitas de Fotografia com Smartphone e o Projeto Prosa e Viola, que ensina viola caipira a crianças e adolescentes para preservar as tradições musicais regionais. Esse ecossistema artístico recebeu seu maior impulso com o fortalecimento do programa Foz Fazendo Arte, que contou com um investimento recorde de R$ 7 milhões. O aporte permitiu expandir as oficinas, contratar arte-educadores e levar atividades a escolas e centros de convivência, gerando inclusão social e renda.
A agenda musical e urbana incluiu ainda o aclamado concerto gratuito “De Bach a Beatles”, celebrações pelo Dia dos Povos Indígenas e intervenções de grafite por meio do projeto Corredor Cultural, que revitalizou espaços comunitários. O fechamento do semestre foi coroado com a abertura da 46ª Fartal (Feira de Artesanato e Alimentos), tradicional celebração integrada aos 112 anos do município.
Estrutura e solidariedade no CTG Charrua
Para acolher a Fartal 2026, a organização adotou o formato de um grande arraial popular focado nas festividades juninas de São João, escolhendo o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Charrua como sede oficial. Devido à alta demanda de público e expositores, equipes operacionais executaram serviços de adequação no solo, montagem de palcos, vistorias preventivas do Corpo de Bombeiros e instalações elétricas temporárias de alta carga para garantir a segurança viária e estrutural de milhares de visitantes.
O mapa logístico do CTG Charrua foi expandido para comportar todas as entidades assistenciais e filantrópicas cadastradas. Essas instituições gerem as barracas de alimentação típica e revertem os fundos arrecadados para sustentar projetos comunitários mantidos nos bairros ao longo do ano, preservando a função social histórica da Fartal como indutora da rede de solidariedade local.
O protagonismo feminino na Fartal
Pela primeira vez na história da Fartal, a feira contou com um criterioso processo de curadoria voltado exclusivamente aos trabalhos artesanais, reforçando o compromisso com a economia criativa e o protagonismo feminino. Sob a presidência de Patrícia Iunovich, a Fundação Cultural delegou à Secretaria da Mulher, comandada por Sheila Melo, a organização dos estandes gratuitos destinados às artesãs e aos clubes de mães da cidade, reconhecendo sua ligação histórica com a preservação de saberes manuais tradicionais.
A seleção das expositoras priorizou a autenticidade e a sustentabilidade das peças. A curadoria ficou sob a responsabilidade da artista plástica Eliane Schaefer, que buscou valorizar a identidade cultural da fronteira. A forte presença das artesãs no CTG Charrua simboliza independência financeira, empoderamento e reconhecimento do trabalho manual como patrimônio cultural imaterial de Foz do Iguaçu.
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