Rede de Saúde descentralizada soma 1,3 milhão de atendimentos nos bairros

Balanço operacional aponta expansão da cobertura preventiva e implantação de ferramentas de triagem eletrônica nas unidades do município.

Redação Almanaque Futuro

O monitoramento dos serviços públicos de saúde em Foz do Iguaçu aponta para uma descentralização das consultas e procedimentos básicos nas diferentes regiões da cidade. Dados estatísticos consolidados ao longo dos últimos dezoito meses revelam que a rede de Atenção Primária à Saúde ultrapassou o volume de 1,3 milhão de atendimentos. Esse indicador abrange as consultas médicas gerais, acompanhamentos de enfermagem, curativos, coletas de exames laboratoriais e dispensação de medicamentos diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) distribuídas pelas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste do perímetro urbano, diminuindo a necessidade de deslocamento dos moradores até a região central.

Para além do volume de consultas presenciais, o fluxo de acolhimento passou por uma reestruturação técnica com a introdução da chamada linha de cuidado da saúde digital. O sistema consistiu na informatização dos prontuários e na adoção de ferramentas eletrônicas de triagem e agendamento. O objetivo da mudança, implementada de forma gradativa nas unidades de bairro, foi organizar o fluxo de pacientes, monitorar o tempo de espera nas salas de acolhimento e agilizar o encaminhamento interno para médicos especialistas na rede de média complexidade. A integração digital permite que o histórico clínico do paciente seja acessado em tempo real por diferentes profissionais da rede municipal.

A manutenção dessa estrutura capilarizada reflete diretamente nos índices de cobertura vacinal e no acompanhamento de pacientes crónicos dentro do perímetro urbano. O relatório de atividades indica que os programas de pré-natal, o controle de pacientes hipertensos e diabéticos, e a busca ativa por coberturas vacinais obrigatórias foram mantidos de forma regular através das equipas de Saúde da Família. A consolidação desses indicadores na base comunitária funciona como um mecanismo de contenção epidemiológica, regulando a demanda que chega até as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de urgência e emergência e otimizando a ocupação dos leitos hospitalares para casos de maior gravidade.

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