O futuro chegou? Vejamos a dinâmica de uma cidade que tenta se reestilizar aos 112 anos

EDITORIAL - Se, em 2025, o Almanaque Futuro viajou às origens geológicas e antropológicas do nosso chão, esta edição especial de aniversário lança âncora no presente e analisa os próximos passos de uma Foz do Iguaçu conectada com a modernidade, o desenvolvimento estrutural e a sua vocação cosmopolita.

Redação Almanaque Futuro

Quando celebramos os 111 anos de Foz do Iguaçu, em 2025, o Almanaque Futuro propôs um desafio editorial: fazer um mergulho profundo nas origens mais remotas desta terra. Guiados por evidências científicas, geológicas e antropológicas, resgatamos a própria formação do continente e os primeiros passos do povoamento desta região, sintetizando milênios de história em páginas de pura memória. Agora, ao alcançarmos o marco dos 112 anos de emancipação, nossa missão dá um salto temporal estratégico. Sem esquecer o passado que nos alicerça, nossos olhos se voltam para o pulsar do agora e para as diretrizes que desenham o amanhã.

Foz do Iguaçu vive um momento singular de sua história contemporânea. O município deixou de apenas projetar o futuro para, finalmente, habitá-lo. Aquelas grandes e complexas obras estruturantes, que por décadas povoaram os discursos e o imaginário da população, hoje deixaram o papel e estão em pleno funcionamento, transformando a mobilidade, a logística e a integração fronteiriça — mesmo com deficiências e a ausência da realidade local. A Ponte da Integração ainda não ajuda a esvaziar o movimento em sua irmã mais velha, a Ponte da Amizade; a Perimetral Leste não se conecta às localidades em seu curso; e a BR-469 aparta os pedestres, sem chance de travessia segura para transeuntes e trabalhadores, além de apresentar retornos longos que prejudicam o comércio e aqueles que imaginaram, um dia, prosperar em um dos eixos mais importantes da cidade. Embora magníficas, as grandes obras ainda nos causam dúvidas.

Mas o desenvolvimento é um processo contínuo; novos projetos já estão em andamento e muito ainda há de ser feito para que o crescimento econômico caminhe lado a lado com o bem-estar social.
Afinal, as cidades são organismos vivos. Elas crescem, expandem-se e geram novas demandas em um ritmo veloz. É nesse cenário que se testam a eficiência do planejamento urbano e a capacidade de antevisão dos gestores.

Enquanto algumas localidades sucumbem ao crescimento desordenado, Foz do Iguaçu busca se posicionar entre as que vislumbram o amanhã com preparo e resiliência.

Por isso, esta edição se propõe a realizar um raio-X técnico e isento da atual realidade local, compreendendo que o desenvolvimento de Foz do Iguaçu é fruto de forças conjuntas. Longe das paixões e dos juízos políticos, o papel do jornalismo sério é relatar os fatos. Apresentamos aqui um balanço criterioso das ações e do atendimento da Prefeitura Municipal e de suas secretarias nas áreas que mais impactam o cidadão, estendendo essa análise minuciosa às atividades do Poder Legislativo e, de forma igualmente estratégica, ao impacto dos investimentos e ações das esferas estadual e federal em prol do nosso município. Compreender o estágio atual da gestão pública e das parcerias institucionais é premissa básica para cobrarmos e construirmos a cidade que queremos.

Até porque Foz do Iguaçu é uma cidade ímpar, moldada por uma dinâmica que desafia definições simplistas e que conecta o poder local às grandes decisões nacionais e internacionais. Somos o ponto de encontro de mais de uma centena de etnias que convivem em harmonia, construindo uma identidade rica e multifacetada. Essa força multicultural reflete-se diretamente em nossa economia: no vigor do comércio local, no protagonismo global do nosso turismo, na sofisticação da diplomacia de fronteira e na consolidação definitiva da cidade como um polo educacional de excelência. Caminhamos a passos largos, orgulhosamente consolidados como a fronteira mais movimentada, estratégica e integrada da América do Sul.

Ao rever os arquivos e pesquisar as edições anteriores do Almanaque Futuro, constatamos que muito do que hoje desfrutamos já foi considerado um sonho distante, pois o futuro sempre foi o nosso norte. E, ao celebrarmos estes 112 anos de fundação, renovamos o nosso compromisso de continuar registrando a história enquanto ela acontece, convidando cada leitor a comemorar o presente e a planejar, juntos, os próximos capítulos.

Confira aqui o Suplemento Especial completo, publicado em PDF