Ex-alunos criam associação para ajudar a Unioeste Foz

Um grupo de ex-alunos dos cursos de Engenharia Elétrica e Mecânica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) campus Foz do Iguaçu está formalizando a criação de uma associação para arrecadar recursos que gerem benefícios para a instituição de ensino.

A Associação dos Ex-alunos das Engenharias da Unioeste – Campus Foz, chamada de AlumnE, será uma instituição sem fins lucrativos e pretende arrecadar recursos – através de mensalidades, doações ou ações – para ajudar na compra de equipamentos, construção de laboratórios, bolsas de estudos, ou outras formas de colaboração.

O grupo realizou uma assembleia, dia 8 de Abril, para a constituição da AlumnE, com aproximadamente 40 sócios fundadores. Outros aproximadamente 400 alunos de cada curso formados serão convidados a se integrar.

A ideia da Associação nasceu da reunião de ex-alunos que hoje trabalham na Itaipu ou são professores da Unioeste Foz. Eles passaram um ano em conversas e estudo para definir o melhor formato para trazer benefícios aos cursos. “Temos um sentimento de gratidão pela Unioeste e vontade de promover um retorno para a instituição e por isso criamos um meio para que isso aconteça.”, explica Claudio Augusto Gomes Silva Mota, Engenheiro Eletricista e Gerente do setor de Comercialização da Itaipu.

“Queremos estreitar cada vez mais nossos laços com a sociedade e nada melhor do que nossos ex-alunos para mostrar a todos como aqui temos uma universidade pública, de qualidade, que entrega ótimos profissionais ao mercado. Por isso, ficamos muito felizes ao saber dessa iniciativa, vinda de um grupo que permanece grato e orgulhoso de ser Unioeste”, comentou o diretor do campus Foz do Iguaçu, Sergio Moacir Fabriz.

Alumni

Algumas inspirações do grupo foram as associações da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)e aqui no Paraná a da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em Maringá, o Fundo Patrimonial da UEM (FunUEM) foi o primeiro no Paraná a se formar, em 2023, para arrecadar recursos e doações de pessoas físicas ou jurídicas para serem aplicados na universidade, assim como já ocorre na USP e Unicamp.
Esse tipo de fundo é muito comum nos Estados Unidos, onde tais endowments são alimentados por ex-alunos e benfeitores, que custeiam bolsas de estudos, por exemplo, de instituições privadas de elites para que estudantes de baixa renda possam ingressar nelas. É o caso de fundos na Harvard University, Yale e Stanford. Aqui no Brasil, tais fundos geralmente custeiam a compra de equipamentos que são caros e por isso acabam não entrando através de orçamento público para tal aquisição.