E Foz, como é que fica?
Sem muitas pretensões, em véspera de feriado prolongado, vamos fazer um tour turístico pela política local. Veja a coluna No Bico do Corvo!
A festa avermelhada no PL
Após a mudança de partido, os cabeças do “time Red” — assim conhecidos os Vermelhos pai e filho — não saem da mídia ao lado de Flávio Bolsonaro, Sérgio Moro, Felipe Barros e figurões das alianças em torno do projeto bolsonarista. Ao que parece, acertaram a mão quando o assunto é a bola de cristal eleitoral. Onde estavam, certamente não apareceriam tanto e, pode ser, não prosperariam. “Navegar é preciso, viver não é preciso”, lembrou Fernando Pessoa, após ler “Vidas Paralelas” de Plutarco: “Navigare necesse est, vivere non est necesse”. Eita mundão véio que dá voltas!
Vermelho pai
O deputado federal Vermelho se dá bem quando explica o retorno ao PL. Vamos lembrar: ele saiu depois de uma encrenca derivada das eleições municipais, ao apoiar Paulo Mac Donald Ghisi. Estava tudo certo e às boas com o governador Ratinho Junior, até resolverem mudar os planos e apoiarem o General Silva e Luna. Foi quando a louça desabou da pia. Vermelho foi se juntar ao filhote no PP.
O soprar do vento
Passados um ano e alguns meses, eis que se abrem “as portas da esperança”! Ou melhor, abriram-se as janelas partidárias e iniciaram-se os recentes fenômenos na política paranaense, como o senador Sergio Moro vestindo a camisa do PL e levando consigo uma leva de novos parceiros. Foi o tal processo de renovação: filiados debandaram para dar força ao projeto de Ratinho Júnior e outros entraram no “tapetão” de Moro.
Por aqueles tempos, muitos acreditavam que Ratinho seria candidato à presidência e se empolgaram. No fim, ele desistiu e aconteceu a pendura coletiva na brocha. Há quem até hoje pergunte: “O que eu estou fazendo aqui?”. Mas não há tantas preocupações, porque o jogo ainda está nos vestiários; nem começaram o aquecimento. Até o apito inicial, muito vai acontecer. Como Ratinho detém mais de 80% de aprovação, a esperança é, literalmente, a última que morre!
Perdendo o fio da meada?
Não vamos divagar: Vermelho e Matheus “chegaram chegando” no PL e deram de cara com o General Silva e Luna, que, contrariando expectativas, não mudou de legenda. Enfim, o partido mudou de mãos, mas ainda não se sabe ao certo como os ovos irão frigir. Silva e Luna não fez caso; diz que permaneceu para atender a campanha bolsonarista com Flávio à frente. Há quem tenha torcido o nariz. Segundo Matheus, não haveria conversa se o “time Red” não ficasse no comando. Dito e feito.
Matheus, o filho
Matheuzinho anda rebelde, engrossou o discurso e ameaça sair até no tapa, dependendo da situação. Há quem não engula a abrupta mudança, deixando de lado Ratinho e o povo do governo. Para ele, as convicções políticas falaram mais alto e resolveu “sartar” de banda. No foro íntimo, houve sim um desânimo quando chutaram Guto Silva do processo; Matheus era muito ligado a ele. Entre nós, isso é normal em política; as pessoas não deveriam se horrorizar tanto. Oras, há jogadores que saem do Corinthians para o Palmeiras — isso sim é uma aberração — e não há tanta gritaria. Uma vaiazinha aqui, ali e logo o assunto cai no esquecimento.
Generauuuuuuuuuuuu
Eis que o “gato do Paulo” continua rondando o Palácio Cataratas e, de vez em quando, escuta-se o famoso miado: generauuuuuuuuuuuu em tom de alerta. O prefeito parece não ligar muito para os Reds e anda até um pouco desassociado da política eleitoral — dizem que o vice Ricardinho tem se queixado disso. Este colunista (ou melhor, o Corvo) soube que andam articulando um papo reto entre Matheus, Vermelho e o General. Será que vai resultar em samba? Em nome da “unidade”, pode ser que sim.
Cadê o Paulo?
Não há nada de mais caso os Reds conversem com o General, até porque agora fazem parte da mesma agremiação. Só não convidem o “Mac”, por enquanto. Há ainda quem morra de curiosidade em saber o que Paulo Mac Donald Ghisi pensa disso tudo. Ele não soltou o “primo canto” político. É um silêncio perturbador; se resolver lançar candidatura pelo PP, sacudirá o coreto. Vai ser igual trombada de banda de música com caminhão de galinha: pensa na bagunça!
Seo Deoclecio
Enquanto alguns tentam entender as regras do jogo, Deoclecio Duarte move as peças com eficiência. A saída do PL foi um salto calculado para o comando do União Brasil em Foz. Ao assumir a presidência da sigla e integrar a federação União Progressista — hoje a maior força política do país em deputados federais — Duarte não apenas trocou de legenda, mas mudou-se para um “condomínio de luxo político”, com tempo de TV e fundos robustos. O recado aos adversários é claro: ele agora joga na divisão de elite.
A metrópole e o desconforto dos vizinhos
A estratégia de Deoclecio em elevar Foz ao status de “Metrópole Trinacional de 1 milhão de habitantes” tem causado insônia em certas articulações de gabinete. Com a missão de expandir o União Brasil para mais de 100 municípios, Duarte deixa de ser um “pré-candidato local” para se tornar um articulador regional com trânsito livre entre o governador e pesos-pesados como Giacobo e Ricardo Barros. Essa habilidade de conectar pontas é o que mais assusta a concorrência.
Janela da oportunidade ou aula de articulação?
Dizem que a janela partidária serve para acomodar interesses, mas para Deoclecio serviu como vitrine de prestígio. Já emplacou a nomeação de presidente municipal no sistema do TSE (registrada na última terça-feira, 28 de abril). A federação projeta uma eleição para a ALEP com margem entre 25 e 30 mil votos, o que torna a caminhada muito mais pavimentada. Enquanto o povo bate cabeça em outras legendas, ele organiza o encontro partidário de maio. Na política, quem tem conexão não espera a onda; ele a cria.
Os outros
Quando escrevemos — eu e o Corvo — sobre o desempenho de uns, outros fazem gritaria. Calma, gente! Há espaço para todos. Um pré-candidato e mui amigo disse: “Nesse momento, o mais importante é sentir o movimento das águas; o menos é mais. Há quem esteja pendurando a melancia no pescoço sem notar que ela pesa”. Quem será que disse isso? Um doce para quem adivinhar.
Greca em Foz
Rafael Greca tem sido muito presente; ele adora Foz, onde cultiva muitos amigos. Foz também adora ele. Nesta quinta-feira, a agenda começou cedo: almoço com empresários, reuniões políticas e uma legião pedindo selfies por onde passava. Greca é o pré-candidato ao governo campeão de empatia até o momento. Só o Ratinho que parece não ter assimilado. Detalhe: Aírton José esteve junto o tempo todo. Como dizia o profeta José Datrino, gentileza gera gentileza.
Gregório
Meu amigo ainda está desaparecido e penso nele o tempo todo. Encontrar o Gregório virou missão. Nesta sexta-feira, feriado de 1º de Maio, a partir das 9h, haverá uma mobilização no cruzamento da Av. Paraná com a República Argentina, em frente ao Shopping JL. Participar é fortalecer a corrente para encontrá-lo! Um bom feriado a todos!
O Corvo nas redes!
Ele se tornou o “garoto propaganda” da coluna. Anda avisando os leitores nas redes sociais. Eis aqui o segundo vídeo. O passarinho está fazendo sucesso!
