Março Amarelo e Azul-Marinho reforçam alerta para endometriose e câncer colorretal
As cores utilizadas para impulsionar o debate são o Amarelo, para conscientizar sobre a endometriose, e o Azul-Marinho, dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer colorretal.
O mês de março é marcado por duas campanhas importantes voltadas aos cuidados com a saúde. As cores utilizadas para impulsionar o debate são o Amarelo, para conscientizar sobre a endometriose, e o Azul-Marinho, dedicado à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer colorretal. Neste sentido, o Hospital Itamed se une à mobilização nacional com o objetivo de orientar pacientes e a população sobre os sinais, sintomas e formas de tratamento dessas doenças.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres convivem com a endometriose no Brasil. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) aponta ainda que a condição está frequentemente associada à infertilidade, afetando entre 30% e 50% das mulheres diagnosticadas com a doença.
No Hospital Itamed, o atendimento às pacientes é realizado pelo ginecologista Dr. Nilton Nadai, especialista em endoscopia ginecológica, área voltada à investigação e ao tratamento da endometriose, incluindo procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos quando indicados.

De acordo com o médico, os principais sinais da doença estão relacionados à dor e à dificuldade para engravidar. “Existem dois principais sintomas de endometriose. O primeiro é a dor durante o período menstrual, que pode se tornar crônica se não houver tratamento adequado desde o início. O outro é a infertilidade, ou seja, a dificuldade para engravidar. No entanto, é fundamental explicar que cerca de 30% das pacientes não apresentam sintomas, e mesmo assim podem desenvolver quadros de endometriose profunda, com risco de complicações no futuro”, explica.
Por isso, o acompanhamento médico e o suporte de uma equipe multiprofissional são fundamentais ao longo do tratamento. O cuidado pode envolver diferentes especialidades, como urologia, nutrição, psicologia, além da prática regular de atividade física, que contribui para a qualidade de vida das pacientes.
A cirurgia é indicada apenas em situações específicas. Segundo o especialista, aproximadamente 20% das mulheres com endometriose precisam de intervenção cirúrgica. “Normalmente indicamos a cirurgia quando a paciente não melhora da dor com tratamento clínico, quando há dificuldade para engravidar e o procedimento pode aumentar as chances de gestação, ou ainda em casos de cistos maiores que cinco centímetros ou risco de obstrução da via urinária ou intestinal”, detalha.
Já a campanha Março Azul-Marinho chama atenção para o câncer colorretal, que está entre os tipos mais frequentes da doença. Entre os homens, é o segundo mais comum, atrás apenas do câncer de próstata, apesar da alta incidência, quando identificado precocemente, o índice de cura é elevado.
Em Foz do Iguaçu, os pacientes podem contar com o atendimento do coloproctologista Dr. Muhamed Ali Hijazi, que atua no Centro Clínico do Hospital Itamed e integra a Comissão Nacional representando a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP).
Segundo o especialista, um dos principais desafios no enfrentamento da doença é que muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais. “Grande parte dos casos de câncer colorretal é silenciosa no começo, por isso os exames de rastreio são fundamentais. A recomendação é que pessoas a partir dos 45 anos, mesmo sem fatores de risco, procurem um especialista para iniciar o acompanhamento e evitar diagnósticos tardios”, orienta.
Entre os sinais de alerta estão dor abdominal, diarreia ou alteração no hábito intestinal, mudança no formato das fezes, sangramento nas fezes, perda de peso inexplicável e alterações em exames de sangue.
Atualmente, o principal exame para diagnóstico é a colonoscopia. “Hoje o padrão ouro para identificar o câncer colorretal é a colonoscopia, que permite localizar a lesão e realizar a biópsia. A partir da confirmação do diagnóstico, avaliamos em qual região do intestino o tumor está localizado. Quando ocorre no intestino grosso, em muitos casos é possível realizar uma cirurgia com intenção curativa. Já nas lesões de reto, que ficam na parte final do intestino, muitas vezes o tratamento envolve radioterapia e quimioterapia antes de avaliarmos a necessidade de cirurgia”, explica o médico.
Centro Clínico Itamed
Os médicos Dr. Nilton Nadai e Dr. Muhamed Ali Hijazi estão com agenda aberta para atendimento no Centro Clínico, oferecendo consultas especializadas e acompanhamento aos pacientes.
Atualmente o Centro Clínico da Fundação de Saúde Itaiguapy é referência em Foz do Iguaçu e região para atendimento ambulatorial. A unidade reúne mais de 180 médicos, de 40 especialidades, e registra, mensalmente, cerca de 16 mil atendimentos.
Com consultórios estruturados e preparados para diferentes áreas da medicina, o espaço também oferece exames, pequenos procedimentos e administração de medicação, facilitando o cuidado integral em um único local.
Horário de atendimento:
Segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h30
Sábados, das 8h às 12h.
Assessoria
