O tabuleiro das vaidades e o rigor da Lei

Entre o "climão" de março, as proibições da Justiça Eleitoral e o xadrez dos nomes que buscam espaço em Foz e no Paraná.

Isso mesmo, o clima está se anunciando. Climão. Março, o mês da mulher, será também o período mais frutífero para o lançamento das pré-candidaturas. Preparem-se para ver homens barbados, de pernas peludas, se misturando nas caminhadas, corridas e eventos dedicados à feminilidade. Se bem que o correto é usar o termo “empoderamento”. Daqui em diante, meus amigos, haverá muita gente aparecendo em eventos, festinhas de aniversário, campos de futebol e, claro, no ombro das autoridades, bancando o “papagaio de pirata”. Vamos pensar que isso faz parte do modus operandi, porque quem não aparecer ou não aproveitar, corre o risco de concorrer apenas na pulverização dos votos — o que é pouco se o objetivo é buscar uma cadeira na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa.

 

Galinhas, porcos e bois
Aos desavisados: é proibido doar bichos nos torneios de final de semana e a dor de cabeça é a mesma em caso de distribuição de jogos de camisa, bolas, chuteiras e “tranqueiras” que possam ser convertidas em votos. Vale gasolina? Então, causa arrepio! As regras são uma saia justa; mesmo assim, há quem se aventure em driblar a legislação eleitoral.

 

E qual o panorama?
Insisto no efeito “perna comprida e bolso curto”: muita gente não levará a pré-candidatura adiante pela simples falta de grana. Fora isso, os partidos não estão lá essas coisas quanto à manutenção do espaço. As agremiações pensam, antes, em abrigar nomes viáveis, gente em condições de fazer a colheita dos votos. Conversando com os gestores partidários — muitos dos quais também penando seriamente para mudar de legenda — há esperança de que algum “peixe grande”, do tipo deputado ou celebridade com faixa de político, peça espaço. É bem isso: as vagas esperam os preferenciais. Se eles não aparecerem, aceitarão as rebarbas. Logo, os que estão bem assentados e não farão uso da janela eleitoral saem na dianteira.

 

Quais?
O desenho é ainda um pouco restrito, pictoricamente, como na corrida de cavalinhos (pré-candidatos) do Fantástico. Aparecem no primeiro pelotão os deputados Vermelho, Giacobo, Luciano e Matheus, fazendo a faxina em seus currais e nos alheios. No segundo bloco, há nomes como Deoclecio Duarte, Ricardinho, Airton José, Chico Brasileiro (creiam) e Paulo Mac Donald — este mais na boca dos outros que outra coisa. Não há um mortal habilitado a dizer que escutou do “Mac” que ele será, de fato, pré-candidato. Por enquanto, só faz o jogo. Para ver como ele pode, ou não, ser jogado.

 

Análise
Os leitores — e eleitores — pedem informações sobre os pré-candidatos, coisa um pouco complicada de se fazer sem o devido acompanhamento e pesquisa. Prefiro relatar o que sei, ouço e vejo e, por esse aspecto, iniciarei neste espaço uma “varrida de horizonte”. Coincidentemente, acabei escutando uma fala recente do Deoclecio e, antes do lado político, posso com muita convicção avaliar que, a cada dia, ele transmite melhor as ideias.

 

Da casa
O empresário e apresentador esteve na Massa FM nesta terça-feira (03) e fez um bate-papo dos bem descontraídos. Iniciou destacando a relação com o grupo de comunicação: “Nós somos praticamente da casa”, afirmou, lembrando que comanda o programa Paraná da Gente na Rede Massa/SBT, com abrangência em 60 municípios. Entre futebol e negócios, ele demonstrou desenvoltura no rádio. Vai que resolve encarar outros microfones?

 

Orgulho
Residindo em Foz desde a década passada, ele já mantinha uma relação estreita com a cidade há mais de 20 anos. Assim, Deoclecio fez o retrospecto, lembrando que veio inicialmente para prestar serviços ligados à Itaipu e acabou criando raízes. Foi aí que decidiu morar definitivamente na cidade, depois de beber a água do Boicy. Quem faz isso não tem escapatória, e daí resultam declarações como: “Eu sou um apaixonado por Foz do Iguaçu. Tenho orgulho de falar que sou de Foz”. Ele destacou a força do município no cenário nacional e a convivência harmoniosa de mais de 80 etnias. Levante a mão quem é de outra cidade, hoje vive por estas bandas e possui o mesmo sentimento? Veremos uma legião de iguaçuenses comungando e concordando com o Deoclecio.

 

Polo estratégico
Para o empresário, Foz vai muito além dos seus 300 mil habitantes. “Se fizermos um círculo de 50 ou 60 quilômetros ao redor, estamos falando de um polo de quase um milhão de pessoas”, avaliou, referindo-se à integração regional e à Tríplice Fronteira. Segundo ele, esse é um diferencial que poucas cidades brasileiras possuem. E este colunista dá os seus pitacos: se alguém abrir o mapa do Brasil e, com o dedo, começar a percorrer o desenho procurando um lugar para viver, não encontrará opção melhor de futuro, prosperidade, paz com a família e para ver os netos crescerem. Isso aconteceu com o Deoclecio e com uma boa parte dos ilustres habitantes deste cantinho do território, o Extremo Oeste Paranaense. Me incluo na lista.

 

Grupo Duma
À frente do Grupo Duma — formado pela Duma Empreendimentos, Duma Serviços e Via Urbana Sinalizações Viárias —, Deoclecio reforçou o compromisso social das empresas. “A gente tem um lema: estar presente na vida da comunidade”, explicou. Segundo ele, parte dos resultados é destinada a apoiar ações nos bairros, eventos culturais e atividades esportivas. “É devolver para a sociedade aquilo que conquistamos através dela, na forma de retribuição.” Este jornalista, por exemplo, não ousaria um pedido para fazer um “puxadinho” lá em casa, mas o fato é que muita gente está sob um teto graças a essa vocação social do Deoclecio. E conversando com ele, senti que a busca pela representatividade possui esse rumo: o de causar transformação aos mais necessitados pela vertente pública, o que todo mundo espera.

 

Sintonia empresarial
Deoclecio Duarte vem conversando com lideranças de diversos segmentos como estratégia da pré-campanha a deputado estadual. Durante o programa, citou que esteve com o empresário Paulo Pucinelli, do Grupo Panorama, destacando a trajetória de crescimento da empresa em Foz do Iguaçu, a geração de empregos e a sensibilidade social. “Quem empreende também tem responsabilidade com a comunidade.”

 

Programa Paraná da Gente
O programa Paraná da Gente nasceu de forma despretensiosa, contou. “Começou quase como uma brincadeira, num jantar, e acabou virando coisa séria.” A proposta era criar uma atração dominical leve, familiar e positiva. “O noticiário da semana já é pesado. No domingo, as pessoas querem algo mais suave para assistir tomando um café com a família.”

 

Convivência pacífica na fronteira
Ao falar sobre o cenário internacional de conflitos, Deoclecio Duarte destacou o exemplo de Foz do Iguaçu. “O mundo vive momentos de tensão, mas aqui a gente convive de forma harmoniosa”. Para ele, a cidade é um caso peculiar no Brasil, reunindo dezenas de nacionalidades e culturas diferentes que coexistem pacificamente. “Isso é um diferencial nosso.”

 

Estrada pelo Paraná
Sobre o Paraná da Gente, Deoclecio contou que a experiência tem sido transformadora. “A receptividade é imensa. Só muda o endereço, mas o carinho das pessoas é o mesmo”, relatou. O programa percorre municípios do Estado mostrando festas tradicionais, cultura e histórias locais. “O povo paranaense é trabalhador, acolhedor e vive sua cultura no sangue”, disse.

 

Novo horário
Recentemente, a atração passou por um ajuste na grade e agora vai ao ar aos domingos, às 9h30. “A essência do nosso povo é acolhedora”, concluiu.

Uma bom resqtilho de quinta-feira a todos! Amanhã tem mais!

Rogério Romano Bonato escreve a coluna No Bico do Corvo de segunda à sexta com excluisvidade para o Almanaque Futuro e meios eletrônicos da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu. Em decorrência dos atropelos, aconteceu de a coluna atrasar hoje! Desculpem-me os pontuais.