EUA e Israel Iniciam Ofensiva Coordenada Contra o Irã
Explosões atingem centros estratégicos na capital iraniana em operação militar sem precedentes; Israel declara estado de emergência e preço do petróleo dispara com risco de bloqueio no Estreito de Ormuz.
Redação Almanaque Futuro
O mundo despertou sob o signo da incerteza e do conflito de larga escala. Na madrugada deste sábado, uma operação militar conjunta sem precedentes entre os Estados Unidos e Israel atingiu alvos estratégicos em solo iraniano, marcando o início de uma nova e perigosa fase na geopolítica do século XXI. Explosões ensurdecedoras foram ouvidas no centro de Teerã, a capital do Irã, onde colunas de fumaça densa e avermelhada cortaram o céu, conforme registrado pelas lentes da agência AFP.
A ofensiva, confirmada pelo portal UOL e pela revista Veja, ocorre no vácuo de um colapso diplomático absoluto. Após meses de tentativas infrutíferas de renegociar o acordo nuclear em Genebra, a paciência das potências ocidentais esgotou-se. Segundo o jornal The New York Times, o ataque utilizou tecnologia de ponta, incluindo caças furtivos F-35 de quinta geração e mísseis de precisão lançados de submarinos posicionados no Mar Arábico, visando paralisar a capacidade de enriquecimento de urânio e os centros de comando da Guarda Revolucionária (IRGC).
Em pronunciamento oficial, o presidente americano Donald Trump declarou que o objetivo central é “defender o povo americano e seus aliados”, alegando que o Irã havia cruzado a “linha vermelha” do armamento nuclear. Quase simultaneamente, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou estado de emergência nacional em todo o território israelense, prevendo retaliações imediatas de grupos como o Hezbollah e os Houthis. A rede Al Jazeera já reporta mobilizações de milícias pró-Irã no Iraque e na Síria, aumentando o temor de uma guerra regional total.
Consequências econômicas imediatas para o Brasil
Enquanto o Conselho de Segurança da ONU convoca uma reunião de emergência, o Brasil, embora geograficamente distante do conflito, já sente os primeiros reflexos sísmicos na economia. A análise técnica do Almanaque Futuro aponta três frentes críticas de impacto para o país:
Choque do petróleo e combustíveis
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, corre o risco de ser bloqueado pelo Irã como forma de retaliação. Nas primeiras horas após o ataque, o preço do barril de petróleo Brent saltou mais de 8%. Para o Brasil, isso significa uma pressão inflacionária imediata. A Petrobras deve enfrentar uma volatilidade extrema, e o governo brasileiro poderá ser forçado a discutir subsídios ou mudanças na política de preços para evitar que a alta dos combustíveis paralise o setor de transportes e encareça os alimentos (que dependem do frete rodoviário).
Valorização do dólar e fuga de capitais
Em momentos de guerra envolvendo potências mundiais, os investidores buscam refúgio em moedas fortes e títulos do Tesouro dos EUA. Isso provoca uma desvalorização do Real frente ao Dólar. Para o agronegócio brasileiro, embora o dólar alto favoreça as exportações, o custo de produção — especialmente defensivos químicos e fertilizantes importados — deve disparar, comprometendo a margem de lucro dos produtores.
Instabilidade na bolsa de valores (B3)
O mercado financeiro em São Paulo abriu em clima de apreensão. Setores dependentes de importação e empresas de aviação tendem a sofrer perdas acentuadas, enquanto exportadoras de commodities metálicas e energéticas podem ver uma valorização especulativa. O Banco Central do Brasil já monitora a situação para possíveis intervenções no câmbio, visando conter uma desvalorização descontrolada da moeda nacional.
O cenário é de cautela extrema. Enquanto o Le Monde e a BBC destacam a falha catastrófica da diplomacia europeia, o Brasil se vê em uma posição delicada: manter a neutralidade diplomática histórica ao mesmo tempo em que tenta blindar sua economia de um choque inflacionário global que parece apenas começar.
